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Hélice bipá do Graf Zeppelin

Histórico

O Dirigível Graf Zeppelin LZ - 127 possuia 5 motores Maybach VL-2 12 cilíndros com 550 hp, cada um. Eram dispostos dois a dois lateralmente entre o meio e o final além de um que ficava na parte inferior traseira da aeronave. Os quatro primeiros possuiam 4 pás, enquanto o último apenas duas. Esta última hélice é a que está em exposição na Sala Primórdios da Aviação no Musal.

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O Graf Zeppelin foi uma homenagem de Hugo Eckener ao grande pioneiro dos dirigíveis rígidos, com quem ele havia trabalhado e que o havia protegido desde seu início profissional. Foi a mais conhecida e a mais célebre de todas as máquinas aéreas entre 1928 e 1937. Era o mais regular, o mais seguro - apesar de ser alimentado por hidrogênio. O hélio, gás raro, só podia ser comprado nos Estados Unidos, que não queriam estabelecer relações privilegiadas com o governo revanchista, depois nazista, da Alemanha.

A nave era, igualmente, a mais bela de todas. Com seu aspecto aerodinâmico, fusiforme, de cor prateada, refletindo a luz, o Graf Zeppelin permanece a mais apaixonante embarcação aérea que jamais se viu. Sua passagem pelo céu fazia supor uma reserva de poder inexplorada que lhe dava um ar sereno e pacífico. Ele voava entre 200 e 300 metros de altitude, permitindo que se admirasse, em boa distância, a paisagem terrestre sobrevoada ou as vagas de alto-mar.

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A nata da imprensa mundial foi convidada para uma das travessias até Nova York ou até o Brasil. O francês Charles Dollfus, aeróstata e piloto de dirigíveis leves durante a Primeira Guerra Mundial, foi igualmente convidado, fazendo duas travessias com o Zeppelin. Nas escalas, o dirigível recebia grandes nomes mundiais: o rei da Itália, no aeródromo de Ciampino (Roma); o rei da Espanha, Afonso XIII, na pista de Sevilha; além de outras autoridades e celebridades da época. A volta ao mundo, em agosto e setembro de 1929, decidida por Hugo Eckener, foi um verdadeiro sucesso, um triunfo que se encerrou apoteoticamente: em Fredrichshafen, Rússia européia e depois asiática, uma sucessão de florestas e desertos - uma beleza selvagem que se estendia 200 metros abaixo diante dos olhos dos 20 passageiros. Foi nessa ocasião que Eckener proferiu a frase que ficou célebre (estávamos em 1929, não nos esqueçamos disso): "Viajar em dirigível é isso". Depois de uma passagem difícil sobre um vale estreito - era impossível dar meia-volta em razão do comprimento da nave - atingiram o oceano Pacífico e, depois, o Japão. Foram 11.247 km sem escalas, em 101 horas e 49 minutos de vôo. Inacreditável! Alguns dias mais tarde, a etapa até Los Angeles: 9.653 km em 79 horas e 3 minutos. Ali, uma acolhida delirante. Travessia dos Estados Unidos de ponta a ponta e chegada em Nova York - inevitável chuva de confetes feitos com listas telefônicas.

Em seguida, o trajeto de retorno ao ponto de partida - 8.478 km e 67 horas e 31 minutos de vôo. O Zeppelin percorreu 34.200 km em 300 horas e 2 minutos de vôo, 12 dias e meio. E, na linha para o Brasil, o sucesso, fruto de bons cálculos, fria e impecavelmente concluídos, foi semelhante. Por outro lado, em cada viagem o Graf sobrevoava parte da França. Clic-clac, algumas fotografias turísticas... e outras, menos inocentes, de obras militares. Poderia isso ser-lhes útil um dia? As evoluções do Graf Zeppelin dos tenros anos causavam frisson e ainda nos tocam, assim como a memória do "conde louco" nos é sempre simpática e presente.

O hangar do Zeppelin no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, fica o único hangar de dirigíveis do mundo, ainda bem conservado. Ele foi construído na década de 30, pela companhia brasileira Construtora Nacional Condor, seguindo as instruções de um gigantesco kit fornecido pelos alemães. Entre os dirigíveis famosos que nele se abrigaram estão o Graf Zeppelin e o Hindenburg. A imensa construção tem 274 metros de comprimento, 58 metros de altura e 58 metros de largura. Os outros dois hangares ficavam na Alemanha e nos Estados Unidos. O hangar foi mostrado no documentário Senta a pua, de Erik de Castro. Nele ficam hoje recolhidos aviões da Base Aérea de Santa Cruz.

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Ficha técnica do Graf Zeppelin ele deslizava pelos ares, regularmente, com segurança, servido por cinco motores Meybach com 2.650 cavalos-vapor no total, funcionando indiferentemente com gasolina (para o vôo) e com gás para velocidade de cruzeiro, que era de 100 km/h. Em linha reta e com vento nulo, ele avançava a 120 km/h. Seu comprimento era de 236,60 m, sua altura, de 30,50 m, e ele era inflado por 105 mil m3 de hidrogênio. Tinha 12 cabines de passageiro situadas atrás da sala de jantar e da cozinha e, na mesma barquinha oval de alumínio, encontrava-se o posto de comando. A sala da tripulação estava localizada na quilha. O conforto dos passageiros era total, com banheiros integrados às cabines e serviço de mesa. O chefe de cozinha, Otto Manz, estava encarregado de preparar em seus fornos elétricos cerca de 60 refeições, incluindo as da tripulação. O cardápio dos passageiros era rico, variado e muito apetitoso.

O fim de um sonho com 245 metros de comprimento e sustentado no ar por 200 mil metros cúbicos de hidrogênio, o dirigível Hindenburg, conhecido como Zeppelin, foi a maior aeronave dessa categoria e personagem de uma tragédia que acabou para sempre com esse tipo de transporte.

Na noite de 6 de maio de 1937, ele preparava-se para descer na base de Lakenhurst, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, com 97 passageiros a bordo, vindos da Alemanha. Durante o pouso, um incêndio tomou conta da aeronave e o saldo foi 36 mortos. Por um bom tempo discutiu-se a causa do acidente: falava-se que a culpa era do combustível hidrogênio, mas também se pensou em sabotagem.

Por fim, descobriu-se que a culpa fora da tinta altamente inflamável que cobria o tecido do Hindenburg. O corpo do dirigível acumulou carga eletrostática na viagem e, quando essa foi descarregada, sobreveio o desastre. O assunto foi tema do filme O dirigível Hindenburg (The Hindenburg), lançado em 1975 e dirigido por Robert Wise.

Dimensões

27,5 cm x 47 cm x 412 cm

 

 

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