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Página inicial > Legislação > História no COMAER
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    No Comando da Aeronáutica (COMAER), as atividades de História estão relacionadas com a pesquisa, o registro e a divulgação de fatos notáveis da Força Aérea Brasileira (FAB) e do trabalho cotidiano de homens e mulheres, militares e civis, na consecução da missão constitucional de defender a Pátria Brasileira.
    Assim, a História tem um sentido operacional. Sua pesquisa e escrituração tem como fim fornecer um substrato de conhecimento para as tomadas de decisões de comandantes, chefes e diretores, bem como preservar a tradição, propagar os exemplos das personalidades aeronáuticas e motivar e manter o espírito de corpo do efetivo militar.
    A preocupação com as atividades históricas surge no princípio da criação do Ministério da Aeronáutica (MAER), quando o seu primeiro ministro, Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho, já preconizava a criação de uma organização que se encarregasse de pesquisar, manter e propagar a História da FAB.
    A despeito de iniciativas intelectuais individuais, como as dos Tenente-Brigadeiro do Ar Nelson Freire Lavenère-Wanderley, Tenente-Brigadeiro do Ar Deoclécio Lima de Siqueira, Major-Brigadeiro do Ar Lysias Augusto Rodrigues, bem como do aviador civil José Garcia de Souza, entre outros, não havia no então MAER uma sistematização ou um órgão responsável por cuidar das atividades relacionadas à História e aos assuntos afins.
    Somente em 1969, foi criado um órgão com aquele perfil imaginado pelo Ministro Salgado Filho, a Diretoria de Documentação e Histórico da Aeronáutica (DIRDOC), subordinada ao recém-criado Comando-Geral do Pessoal (COMGEP), tendo por finalidade inicial o trato dos assuntos relativos às atividades de Expediente, Arquivologia, Bibliologia, Histórico, Museologia e Cerimonial, sendo posteriormente agregadas atividades relacionadas a Imprensa e Publicações. Nos anos posteriores, estes assuntos foram repartidos entre o Serviço Geral de Correspondência e Arquivo da Aeronáutica (SEGECAE), o Centro de Documentação da Aeronáutica (CENDOC) e o Museu Aeroespacial (MUSAL). Por sua vez, o Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), criado em 1986 e subordinado diretamente ao então Ministro da Aeronáutica, passou a desenvolver o trabalho de fomentar as pesquisas históricas e preservar o patrimônio histórico-aeronáutico.
    Considerando que esse patrimônio encontrava-se disperso nos diversos arquivos, bibliotecas, museus e demais espaços culturais situados nas Organizações Militares (OM) por todo o país e com a finalidade de reunir em um único órgão a gestão e a normatização dos assuntos afetos à Cultura, além de estimular a propagação de nossos valores e divulgar a imagem da FAB junto à sociedade brasileira, o Comandante da Aeronáutica instituiu o Sistema de Patrimônio Histórico e Cultural do Comando da Aeronáutica (SISCULT), estabelecendo ao INCAER a qualidade de órgão central deste Sistema.
    Para consolidar os trabalhos tocantes à atividade de História, o INCAER elaborou duas Instruções: a ICA 904-1 “Registro de fatos históricos e pesquisa historiográfica no Comando da Aeronáutica”, que tem como objetivo orientar o trabalho realizado, tradicionalmente, pelo Profissional de Comunicação Social (PCS); e a ICA 904-2, “Preservação da História de Missões Operacionais do COMAER”, que define procedimentos para a salvaguarda da história das mesmas por intermédio da coleta e/ou da feitura de fontes históricas e do relatório do trabalho na missão realizado por um historiador ou PCS, criando um conjunto documental que complementa o Livro Histórico e o Álbum Fotográfico presentes na primeira ICA.
    O Livro Histórico e o Álbum Fotográfico são bens culturais materiais mais conhecidos em nossas Organizações, fornecendo o registro dos principais fatos históricos da OM. A confiabilidade deles está relacionada à utilização da correta metodologia de recolhimento da informação, seleção do conteúdo e montagem, tornando-se uma reserva estratégica de conhecimento, que deve ser utilizada para uma melhor compreensão e visão prospectiva da nossa Força Aérea, bem como para a propagação de nossos valores, tradições, memória e história.
    Para tal, é essencial a qualidade da pesquisa historiográfica e, principalmente, a divulgação dos resultados obtidos nesta área, por intermédio das diversas publicações de cunho institucional, ressaltando-se os benefícios advindos para o enriquecimento cultural do público interno e para o desenvolvimento da sociedade brasileira.

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