Em comemoração ao aniversário de 15 anos da criação do Sistema de Patrimônio Histórico e Cultural do Comando da Aeronáutica (SISCULT), o Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER) realiza o lançamento do livro “Bens Imateriais Cadastrados”, o primeiro volume da Coletânea do Patrimônio Cultural do Comando da Aeronáutica. A Coletânea, composta por três livros, reúne informações detalhadas sobre os bens culturais tombados, custodiados e cadastrados do Comando da Aeronáutica (COMAER), com o objetivo de divulgar e ampliar o conhecimento sobre o patrimônio aeronáutico, tanto para o público interno quanto externo.
A Coletânea busca não apenas documentar e preservar os bens culturais da Força Aérea Brasileira (FAB), mas também educar e sensibilizar no que tange à importância histórica, artística e cultural desses elementos. Ela apresenta, em detalhes, as modalidades de preservação instituídas pelo COMAER, Custódia e Cadastro, como também o instrumento do Tombamento, que são fundamentais para a proteção dos bens materiais e imateriais da Instituição.
O Tombamento, criado pelo Decreto-lei nº 25, de 1937, é a forma mais consolidada de preservação de patrimônio cultural no Brasil, aplicada por meio de órgãos competentes nos âmbitos federal, estadual e municipal. O COMAER possui atualmente 30 bens culturais tombados, entre eles o histórico Hangar de Zeppelins, localizado na Base Aérea de Santa Cruz, as Aeronaves Catalina, que estão no Museu Aeroespacial e na Base Aérea de Belém e a Antiga Estação de Hidroaviões do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, um marco da arquitetura modernista no Brasil, que reflete a grandeza e inovação da época em que foi construída.
A Custódia possui gestões fundamentadas no procedimento de Tombamento, visando a proteção de bens culturais materiais móveis e imóveis. O COMAER mantém 46 bens culturais sob custódia, incluindo a Fachada Frontal do Prédio do Comando da EPCAR, a Aeronave P-15 Netuno, na Base Aérea de Salvador, e as fachadas dos prédios que abrigam a atual Pró-Reitoria de Ensino Especializado e Idiomas (PROEEI) e da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da Aeronáutica (EAOAR), no Campo dos Afonsos, antigo local do Corpo de Cadetes da Aeronáutica.
O Cadastro é equiparado ao Registro do IPHAN e tem como objetivo salvaguardar bens culturais imateriais. O COMAER já cadastrou 11 bens culturais imateriais, como o histórico Campo dos Afonsos, inscrito no livro de Lugares, e a tradicional Esquadrilha da Fumaça, que figura no livro de Tradições e Celebrações. Outros bens incluem o Banho de Batismo, registrado no livro de Tradições, e o Hino dos Aviadores, no livro de Formas de Expressão.
O lançamento do Livro de Bens Imateriais Cadastrados é o primeiro passo para a formação completa da Coletânea do Patrimônio Cultural do Comando da Aeronáutica. Posteriormente, serão lançados o Livro de Bens Tombados e o Livro de Bens Materiais Custodiados, completando, assim, a série que abrange todas as modalidades de preservação adotadas pelo COMAER.
Para ampliar o alcance da Coletânea e para garantir que o público em geral tenha acesso, a versão digital do livro será disponibilizada no site oficial do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER). Desse modo, qualquer pessoa interessada poderá consultar o conteúdo da publicação e se aprofundar na história e nas tradições da Força Aérea Brasileira, promovendo um acesso mais democrático e amplo às informações sobre o patrimônio cultural da Instituição.
A publicação não somente comemora o aniversário do SISCULT, mas também reforça o compromisso do INCAER com a preservação da história e das tradições da Força Aérea. Ao documentar e divulgar os bens culturais do COMAER, o INCAER garante a continuidade e o fortalecimento da memória institucional, assegurando que as futuras gerações de militares e civis compreendam a importância das tradições, dos legados e das contribuições da Força Aérea Brasileira para a construção da história do Brasil.
Com o lançamento do Livro de Bens Imateriais Cadastrados, o INCAER inicia a série de publicações que compõe a Coletânea, reafirmando seu papel como guardião da história da Força Aérea Brasileira e destacando o compromisso com a preservação de um patrimônio que é, ao mesmo tempo, símbolo de sua identidade e referência para o país.
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