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Página inicial > Últimas Notícias > 31 de Maio - Dia Mundial sem tabaco
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Pare de Fumar! O tabaco é responsável por cerca de 6 milhões de mortes em todo o mundo. No Brasil, estima-se que o tabagismo seja responsável por 200 mil óbitos ao ano.

 De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é hoje reconhecido como uma doença crônica causada  pela dependência da nicotina. Além disso, ele é fator de risco isolado para cerca de 50 doenças, tais como: cérebro e cardiovasculares (infarto agudo do miocárdio- IAM, aterosclerose, acidente vascular cerebral - AVC, aneurisma, associação tabaco-anovulatório e etc), pulmonares (doença pulmonar obstrutiva crônica- DPOC, doenças intersticiais e agravamento da asma), câncer de cabeça, pescoço, esôfago e pâncreas, assim como muitas patologias buco-dentais. Ou seja, o cigarro não causa só câncer, como também é um dos principais fatores de risco para todas as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).

É importante lembrar que os problemas crônicos, como doença pulmonar obstrutiva crônica, hipertensão arterial e diabetes, atingem praticamente todos os fumantes e mesmo em casos de fumantes passivos, todos serão vitimas potenciais, mesmo que leve alguns anos para acontecer. Quanto antes você parar, menos efeitos deletérios irá ficar suscetível.

 Deixar de fumar tem consequências diferentes em variadas doenças relacionadas ao tabagismo. O risco de ataque cardíaco causado pelo tabagismo reduz em 50% em 12 meses após cessação do tabagismo, além disso, diminui a taxa de declínio da função pulmonar, reduz  frequência de "exacerbações e hospitalizações de causas pulmonares", adicionalmente, deixar de fumar "congela" o risco de doenças oncológicas relacionados ao tabaco, porém, não diminui em termos absolutos. Os estudos mostram que qualquer fumante, independente do grau de dependência à nicotina, tem condições de obter êxito no tratamento do tabagismo.

Por mais que hoje já se realizem ações de controle do tabagismo através de conscientização dos profissionais de saúde, restrição de fumar em ambientes fechados, público ou privado, proibição de propaganda, restrição do acesso dos jovens ao tabaco, regulamentação dos produtos derivados do tabaco, advertência nas embalagens, contrapropaganda ao público, aumento dos impostos incidentes sobre os produtos do tabaco, restrição ao apoio e aos subsídios ao preço do tabaco, substituição e diversificação da cultura do tabaco e eliminação do contrabando. Todas essas medidas já têm gerado resultados positivos com diminuição das DCNT. Mas ainda há muito que fazer.

Portanto, pare de fumar! O cigarro faz mal à sua saúde e a saúde das pessoas que mais você ama! A opção de mudar é sua!

Dra. Juliana Martins Rocha do Nascimento

2º TEN QOCON FIS – HFASP

 

Doutora em Ciência da Saúde pelo Departamento de Pneumologia da USP
Pesquisadora do Laboratório de Função Pulmonar USP/InCor
Linha de pesquisa: Envelhecimento Pulmonar, Fisiologia Pulmonar e Fisiologia do Exercício.
Especialista em Fisioterapia Respiratória pela UNIFESP
2º Tenente do Hospital de Força Aérea de São Paulo - SP

  • Robert West.Tobacco smoking: Health impact, prevalence, correlates and interventions.Psychology & Health, 2017 Vol. 32, No. 8, 1018–1036, https://doi.org/10.1080/08870446.2017.1325890
  • Danos do Tabaco à saúde. Acessado em 27 de Maio de2 019. http://portal.anvisa.gov.br/danos-do-tabaco-a-saude
  • Observatory of the National Policy on Tobacco Control. Acessado em 27 de maio de 2019. https://www.inca.gov.br/en/node/1413
  • OLIVETTI, Rejane Fadel. O tabagismo e suas consequências: uma abordagem sobre a importância da adoção de hábitos saudáveis. 2012. 40 páginas. Monografia. Especialização em Ensino de Ciências - Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Medianeira, 2012.
  • Relatório da OMS sobre a Epidemia Global de Tabagismo, 2008: Pacote MPOWER. Sumário Executivo: http://www.who.int/tobacco/mpower/mpower_report_full_2008.pdf
  • Diretriz Clínica na saúde suplementar: tabagismo.31 de janeiro de 2011https://diretrizes.amb.org.br/ans/tabagismo.pdf
  • Diretrizes para cessação do tabagismo – 2008 J Bras Pneumol. 2008;34(10):845-880

 

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