
O Museu Aeroespacial (MUSAL), sediado no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro (RJ), recebeu, na última sexta-feira, 12 de dezembro, uma visita especial da delegação de atletas participantes de dois grandes eventos esportivos: a 10ª edição do Campeonato Brasileiro de Parabadminton e o 5º Campeonato Nacional de Jovens (Sub-23), batizado de "Diego Mota".
Os eventos, que ocorreram entre 09 e 14 de dezembro, foram sediados nas instalações militares do Campus da Universidade da Força Aérea (UNIFA), especificamente no Ginásio Poliesportivo do Centro Olímpico de Treinamento da Aeronáutica (COTA), sob a gestão da Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA).
Como forma de apresentar parte da História da Aviação, uma vez que a delegação se encontrava no Berço da Aviação Brasileira, foi realizada uma visita ao MUSAL, a qual foi marcada por relatos entusiasmados e pela sensação de descoberta compartilhada entre os paratletas. Eles puderam conhecer de perto não apenas o acervo histórico, mas também um dos ícones da aviação militar brasileira: a aeronave C-130 Hércules.

Para Kassio Alexandre da Costa, atleta de parabadminton, de apenas 12 anos, a experiência teve um significado especial. Primeiro cadeirante de sua faixa etária a conquistar uma medalha em um Campeonato Brasileiro, o jovem não escondeu a satisfação ao falar sobre o contato direto com a aeronave. Encantado com cada detalhe, Kassio fez questão de dividir sua emoção: “Estou aqui no Museu Aeroespacial, conhecendo essa linda aeronave chamada Hércules, e fiquei muito feliz de vir aqui visitá-la. Entramos nela, fomos na cabine, descobri várias coisas. Já sabia de algumas, como o fato de ela transportar tropas paraquedistas e cargas, mas ver tudo de perto foi muito legal. Para mim, foi uma experiência incrível. Gostei muito e agradeço à Aeronáutica.”


A admiração pelo Hércules também esteve presente no depoimento de João Batista da Silva, de 45 anos, natural de Quixeramobim (CE). Atleta de parabadminton há cerca de oito anos e um dos três melhores do Brasil em sua categoria, João destacou a importância logística e humanitária da aeronave, que até então conhecia apenas pela televisão: “Tive a oportunidade de conhecer o Hércules. Sempre vi essa aeronave na televisão, e o que mais me chamou atenção foi o apoio que ela presta, tanto no Brasil quanto fora do país. Conhecer por dentro, ver que ela transporta tropas, algo que eu só via pela TV, foi uma experiência muito bacana. Fiquei realmente gratificado com essa visita.”
A comitiva contou ainda com a participação de Milena Mayer Vieira, de 21 anos, atleta da categoria SH6 do Parabadminton e medalhista de bronze no recente Campeonato Sul-Americano, realizado na Colômbia. Para ela, a visita guiada ao C-130 Hércules representou uma oportunidade rara e enriquecedora. Em poucas palavras, Milena resumiu o sentimento de quem se viu diante de algo pouco acessível no dia a dia: “Achei uma experiência muito bacana, muito legal. É algo diferente, que raramente a gente tem a oportunidade de vivenciar. Gostei muito de poder conhecer essa aeronave.”


Outro destaque da delegação foi Breno Eduardo Johann, de 23 anos, natural de Toledo (PR) e atleta da categoria CL4. Com diversos títulos nacionais e uma medalha de bronze no Campeonato Parapan-Americano de Santiago, em 2023, Breno se mostrou profundamente impactado pela visita, não apenas pelo valor histórico do acervo, mas também pelo simbolismo pessoal que o espaço carrega: “Estou conhecendo um espaço muito bacana, agradável, rico em conhecimento e em história. É algo que traz benefícios não só para mim, mas que posso compartilhar com colegas e amigos. A impressão é incrível. Às vezes, faltam palavras para descrever, porque um dia era só um sonho ver um avião de perto, e o esporte me levou a voar. Hoje, consigo acompanhar desde os primeiros modelos até os mais recentes. Cheguei a me arrepiar ao ver a réplica do capacete do Ayrton Senna e a aeronave em que ele voou. É simplesmente incrível.”


A presença do medalhista paralímpico Vitor Gonçalves Tavares, de 26 anos, conferiu ainda mais significado ao momento. Atleta da classe SH6, Vitor soma uma medalha de bronze nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 e sete conquistas em campeonatos mundiais. Para ele, estar no MUSAL foi também uma experiência profundamente pessoal, marcada pela tradição familiar nas Forças Armadas. Ao refletir sobre o legado militar e a evolução da aviação, Vitor destacou: “Estar aqui hoje é algo muito incrível e especial. Poder ter essa experiência de estar um pouco mais próximo da Força Aérea é único. Sempre foi um sonho tentar seguir carreira, mas, por conta da deficiência, nunca foi possível. Meu pai, meu tio e meu avô foram das Forças Armadas, então isso sempre esteve no meu sangue. O museu ajuda a entender como as coisas eram antigamente, a evolução da tecnologia e da ciência. É uma experiência realmente única e inesquecível.”
Ao longo da visita, cada depoimento revelou não apenas a grandiosidade do acervo do Museu Aeroespacial, mas também o poder transformador do esporte, capaz de aproximar histórias de vida, sonhos e inspirações em um mesmo espaço.
Texto: Ten QOCON JOR Jônatas Ribeiro BARBOSA (JP35128 RJ)
Revisão: CelAv R/1 SARANDI Oliveira da Silva
Apoio apuração: SGT BRENO Fazoli de Almeida
Fotos: ACS do MUSAL
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