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O pós-guerra e o desenvolvimento da indústria aeronáutica no Brasil 

Após os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, o governo brasileiro resolveu centralizar em único comando as operações aéreas da Força Terrestre e Naval, criando, em 1941 o Ministério da Aeronáutica, cujo ramo militar foi denominado, em 22 de maio daquele ano, Força Aérea Brasileira.

Já nessa época, o Ministério da Aeronáutica começa desenvolver o poderio aeroespacial do país, com um intenso investimento em tecnologia e infraestrutura aeronáutica. Com a colaboração da Base Aérea norte-americana de Wright Patterson, foi especificado um projeto industrial dimensionado para apoiar a manutenção de várias centenas das mais modernas aeronaves da FAB.

O local escolhido para acolher toda essa estrutura foi o Campo de Marte, criando-se em 1941, o Parque Aeronáutico de São Paulo (hoje Parque de Material Aeronáutico de São Paulo - PAMASP), organização do Sistema de Material da Aeronáutica que tem por missão prover a Força Aérea Brasileira com apoio logístico na área de material aeronáutico, programado pela Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico, a fim de mantê-la em treinamento eficiente na situação de paz e preparada para cumprir sua missão constitucional com eficácia quando mobilizada.

Saiba mais em Histórico do PAMASP

Como o potencial industrial instalado no PAMASP excedia às necessidades do então Ministério da Aeronáutica, um empreendedor grupo de militares e servidores civis vislumbraram a possibilidade de cooperar com o mercado nacional, utilizando-se dos equipamentos e dos recursos humanos existentes, de modo a projetar no futuro do país o desenvolvimento de uma indústria aeroespacial e de defesa.

Em conseqüência, foi criada a Seção Comercial do PAMASP, respaldada no Decreto 30.668 de 25 de março de 1953.

Com a expansão industrial brasileira nos anos sessenta, a atividade da Seção Comercial do PAMASP prosperou significativamente, registrando, naquela época, inúmeros trabalhos executados para terceiros. Nessa faina, foi iniciada também a fabricação de peças para uso aeronáutico, a fim de se obter presteza na substituição de material importado, economia de recursos e independência tecnológica.

Na década de setenta, a dificuldade de obtenção de material aeronáutico norte-americano aumentou. Em consequência, a "nacionalização" de material aeronáutico, que, até então, era um aproveitamento da capacidade industrial instalada, passou a ser uma necessidade essencial para apoio à Força Aérea Brasileira, pois a maior parte das aeronaves era de procedência norte-americana.

Devido à sua importância, a nacionalização de material aeronáutico cresceu rapidamente. A nova dimensão da atividade no seio do PAMASP começou a desviar-se da função primária daquela OM.

Sentiu-se portanto, a necessidade de que a atividade de nacionalização tivesse sua própria identidade. Em consequência, o setor do PAMASP que nacionalizava peças para o emprego aeronáutico foi transferido, em julho de 1977, para a então criada Comissão de Nacionalização de Material Aeronáutico (CONMA) instalada na Av. Olavo Fontoura 1200A, razão pela qual o aniversário do CELOG é comemorado conjuntamente com o início da atividade de Nacionalização da FAB. 

 

CONMA, (Arquivo)

Integração da logística do transporte às atividades de aquisição no Brasil e no exterior

Na visão dos pioneiros, a nacionalização e a aquisição navegavam na mesma esteira. Por isso, no dia 10 de maio de 1982, foi desativada a CONMA e criada a Comissão Aeronáutica Brasileira em São Paulo (CABSP), concentrando na mesma Organização as atividades de nacionalização e de aquisição de material aeronáutico.

Decorrente da percepção de todos da importância da CABSP no processo de provimento de bens e serviços para a Força Aérea, o Comando-Geral de Apoio (COMGAP) decidiu integrar a logística do transporte, às atividades de aquisição no Brasil e no exterior numa mesma Organização, desativando assim a CABSP e ativando, no mesmo local, o Centro Logístico da Aeronáutica (CELOG), no dia 1º de janeiro de 2005¹ ², reunindo as atividades de aquisição, obtenção e nacionalização da extinta Comissão Aeronáutica Brasileira em São Paulo, somado ao provimento das diversas unidades da FAB em bens aeronáuticos tanto pelo modal terrestre quanto aéreo.

                                                                                                 

  Inauguração de Pórtico com Aeronave AT-26 - Xavante, doada ao CELOG em 2010 (Arquivo)

 

Em quatro décadas de nacionalização, foram produzidos mais de 30 milhões de itens aeronáuticos e desenvolvidos aproximadamente 15 mil projetos. Destes, destacam-se o para-brisa da aeronave A-1 AMX, 70% dos itens do T-25 Universal, mais de 2.800 itens do AT-26 Xavante e mais de 1.400 itens do avião C-95 Bandeirante, entre outros. Outro projeto importante foi a nacionalização do trem de pouso da aeronave T-27 Tucano, que rendeu royalties para FAB em 2012.

 Cap Int Bruna e Sr. Graciliano Campos, Diretor da GEÔMETRA (Agência Força Aérea - Sgt Batista)
 

Com o início do processo de reestruturação da FAB, o CELOG passou a incorporar em 2017 o conjunto de unidades subordinadas ao COMGAP situadas nas dependências do antigo prédio do IV Comando Aéreo Regional, na Av. Dom Pedro I nº 100. Entre muitos efeitos positivos, destaca-se que a proximidade com as organizações do COMGAP permitiu que houvesse significativa elevação da disponibilidade dos meios aéreos. Em 2022, houve o retorno às atividades de execução financeira, sendo atualmente a Unidade Executora Plena do Comando-Geral de Apoio.

 

Ao longo do tempo, o Centro Logístico da Aeronáutica desenvolveu e aprimorou seus processos de obtenção, as boas práticas licitatórias, de execução financeira e a coordenação das atividades de contratação e entrega, com destaque para a fiscalização e pagamento dos principais contratos de suporte logístico e ainda, de combustíveis e lubrificantes de aviação para a frota da Força Aérea Brasileira, eficácia que é tão bem expressa pelo seu lema: voando com as próprias asas.

 

 

 

¹  Portaria 46/GC3 de 06 de janeiro de 2005

²  DECRETO Nº 6.834, DE 30 DE ABRIL DE 2009.

 

Publicações por ordem cronológica:

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