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Uma demonstração para um dos maiores públicos que a Esquadrilha da Fumaça já recebeu ao longo dos seus 68 anos de história. No chão, porém, apenas os militares do Esquadrão viam de perto as 50 manobras dos sete A-29 Super Tucano. De casa, mais de 300.000 pessoas assistiam, ao vivo, a uma apresentação pela primeira vez transmitida pelo Youtube.

Acostumada a se encontrar com o público aos finais de semana pelo Brasil, a Esquadrilha da Fumaça, o esquadrão de demonstração da Força Aérea Brasileira, celebra o seu aniversário de 68 anos de uma maneira diferente em 2020. Com as demonstrações suspensas temporariamente, o Esquadrão realiza no dia 17 de maio uma transmissão ao vivo da sua demonstração aérea.

Na manhã da última sexta-feira (8), duas aeronaves A-29 Super Tucano com as cores da Bandeira Nacional decolaram para fazer um dos anúncios mais esperados do ano: o nome do novo piloto da Fumaça, que integrará a equipe a partir do próximo ano.

Pontualmente às 11h00, os Super Tucanos seguiram para interceptar o T-27 Tucano que havia acabado de decolar para um missão de instrução. A bordo dele, o mais novo fumaceiro, ainda sem saber o que aconteceria nos próximos minutos. Foi então que, através do rádio, o Tenente Ícaro Furtado recebe o comunicado do Capitão Natalício "Olha pra sua esquerda, Furtado! Em nome da Esquadrilha da Fumaça, eu quero te dar os parabéns por ter entrado na nossa equipe. Fumaça... Já!".

 

Após a interceptação, o Tenente Furtado assumiu a liderança da formação e retornou para uma passagem sobre a pista de pouso da Academia da Força Aérea, prosseguindo para dispersão e pouso na sequência. Já no solo, foi recebido pelo Brigadeiro do Ar Ramiro Kirsch Pinheiro, Comandante da Academia da Força Aérea, e pelo Tenente Coronel Marcelo Franklin Rodrigues, Comandante da Esquadrilha da Fumaça. "Todos os voos que fiz como instrutor da AFA foram pensando em estar aqui um dia, compartilhando com os senhores a alegria deste momento.", disse, emocionado, o novo piloto fumaceiro. "Agora só me resta agradecer".

Para se tornar um piloto da Esquadrilha da Fumaça, é necessário ser Oficial Aviador da Força Aérea Brasileira e voluntário. O piloto deve possuir, no mínimo, 1000 horas de voo (sendo 500 horas como instrutor na AFA ou no 2º/5º GAV). Os candidatos, então, são submetidos a um processo de escolha com base na sua experiência profissional e pessoal, e ao final são aprovados pelo Gabinete do Comandante da Aeronáutica (GABAER), organização à qual a Fumaça é subordinada. Com a previsão de saída do Major Wander da equipe no final do ano, o Tenente Furtado ocupará a sua vaga a partir de 2021.

Para conhecer mais sobre a Esquadrilha da Fumaça, acesse o site www.fab.mil.br/eda. Também é possível acompanhar a rotina da equipe, seguindo a Fumaça no Instagram, Facebook e Twitter, além de acessar vídeos no canal do YouTube e fotos em alta resolução no Flickr.

 

Texto: Capitão Rafael Grothe
Fotos: Suboficial Marco Ribeiro

Para uma cidade que tem em seu DNA o desenho de um avião, a sua relação com a Força Aérea Brasileira (FAB) está permeada na sua história. No dia 21 de abril de 1960, a Esquadrilha da Fumaça esteve na inauguração de Brasília, realizando a sua apresentação ao público que conhecia a nova capital do Brasil. Agora, ao completar 60 anos, Brasília recebe uma nova homenagem feita pelo Esquadrão.

Horas antes do horário marcado para o início de uma demonstração da Esquadrilha da Fumaça, o público começa a chegar e a encontrar o melhor ponto para assistir à apresentação que se iniciará. Encostados nos gradis, que separam a área do público de onde estão as aeronaves, estão atentos a todos os movimentos e curiosos com tudo o que acontece. Até que surgem, muito antes do horário marcado para o início do show, militares vestidos de macacão, analisando meticulosamente cada detalhe dos A-29 Super Tucano e preparando as atividades de apoio, como divulgação e locução.

Esses são os Especialistas da Força Aérea Brasileira (FAB), pela Esquadrilha da Fumaça chamados de Anjos da Guarda. Dos bastidores, eles garantem que as atividades em solo para o público fluirão normalmente, que o voo será seguro e que os pilotos poderão desempenhar o seu melhor em cada aeronave. 

Além das suas atribuições dentro da Esquadrilha da Fumaça, elas servem de inspiração e encorajamento para outras mulheres que desejam ingressar na carreira militar.

Com o ingresso das primeiras mulheres nas fileiras da Força Aérea Brasileira (FAB), em 1982, hoje elas são mais de 12 mil nas mais diversas especialidades e funções, espalhadas por todo o território brasileiro. Com uma participação crescente desde então, atualmente elas representam cerca de 25% de todos os postos de trabalho da FAB, exceto o serviço militar obrigatório, admitidas por meio de processo público de seleção.

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