Do solo, controladores e pilotos participam dos combates em voo da CRUZEX 2018 em tempo real

23 Novembro 2018 by Portugues 1669 Views
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Células montadas em Recife (PE) realizam o controle do combate BVR; o controle de tráfego das aeronaves e a validação do emprego de armamento simulado durante o exercício

Embora o exercício CRUZEX 2018 esteja acontecendo na Ala 10, em Natal (RN), uma importante estrutura componente está funcionando junto ao Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) em Recife (PE). Para atender às demandas do treinamento, foram acionadas células de onde são realizados o controle do combate BVR (sigla em inglês para “além do alcance visual”), o controle de tráfego das aeronaves e a validação do emprego simulado de armamento - o chamado Showtime.

Segundo ele, assim que a célula de Check in/Check out deixa as aeronaves no ponto inicial da área de combate, quem assume é o grupo de controladores de combate BVR, que também está atuando a partir do CINDACTA III.  “Como o piloto de caça visualiza apenas o que permite o seu radar, os controladores de solo são complemento essencial ao combate, pois eles têm acesso ao cenário como um todo e fornecem dados e coordenadas em tempo real à aeronave”, explica o Tenente-Coronel Edson.Uma das células acionadas para o exercício é o chamado Check in/Check out, de onde é feito o desconflito com os tráfegos civis e as aeronaves são colocadas em sequência para o pouso - atividade muito importante, devido à elevada quantidade de meios aéreos envolvidos nas Missões Aéreas Compostas - em torno de 60 de cada vez. Essa é a estrutura responsável, também, por encaminhar as aeronaves até o local onde vai acontecer o combate. É o que explica o Oficial Coordenador de Espaço Aéreo da CRUZEX 2018, Tenente-Coronel Edson Luiz Vieira Neto.

Já a atividade de Showtime acontece em tempo real toda a vez que há um combate entre caças e emprego simulado dos mísseis na CRUZEX. Nessas situações, um grupo formado por pilotos de caça com experiência em combate BVR - os chamados Range Training Officers - comunica às aeronaves que estão em voo se elas foram ou não abatidas. “Através da visualização radar e com o conhecimento de uma série de parâmetros de emprego, validamos, em tempo real, a eficácia ou não dos lançamentos mísseis e informamos ao piloto oponente se ele foi abatido”, explicou o Major Eduardo Gomes, do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), que está atuando na célula de Showtime da CRUZEX 2018.

Para aumentar a cobertura radar durante a CRUZEX 2018 e fornecer informações mais completas às células ativadas no CINDACTA III, o Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º GCC) da Força Aérea Brasileira mobilizou infraestrutura e radares para pontos estratégicos do território. Clique aqui e saiba mais.

 

Reportagem: Tenente Gabrielli Dala Vechia

Fotos: Soldado Álvaro / CINDACTA III