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Ala 4 - antiga Base Aérea de Santa Maria

 

A Origem da Base Aérea de Santa Maria remonta ao ano de 1944, quando o Exmo. Sr. Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, Getúlio Dornelles Vargas, desapropriou em caráter de urgência, terrenos e as benfeitorias neles existentes, situados em Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, compreendendo aproximadamente uma área de 4 milhões e meio de metros quadrados, com a finalidade da construção da Base Aérea de Santa Maria. A cidade já tinha ligação com a aviação militar desde 1921, quando foi escolhida sede do Parque de Aviação Militar (PAM) do Exército Brasileiro, devido à sua proximidade com o campo de manobras militares do EB em Cacequi – RS (Saicã), o que facilitaria o treinamento dos militares para combate.

Em abril de 1945, a construção do Aeródromo de Santa Maria foi concluída, pelo Ministério da Aeronáutica, em colaboração com o Departamento do Exército dos Estados Unidos da América do Norte.

A BASM foi criada em 18 de dezembro de 1970, pelo Decreto Presidencial nº 67.877, inicialmente constituída de um Núcleo de Base Aérea, cuja criação e ativação se deu em 23 de dezembro de 1970. Em 14 de julho de 1971, o Exmo. Sr. Ministro de Estado da Aeronáutica, MÁRCIO DE SOUZA E MELLO, ativa a Base Aérea de Santa Maria, para inaugurá-la 3 meses mais tarde, a 15 de outubro de 1971, quando, então, compareceram o Exmo.Sr. Presidente da República EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI, acompanhado pelo Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Sr. EUCLIDES TRICHES, pelo Comandante do 3º Exército, Gen. BRENO BORGES FORTES e pelo Comandante da 5ª Zona Aérea, Brigadeiro-do-Ar LEONARDO TEIXEIRA COLLARES, sendo seu primeiro comandante o Ilmo. Sr. Ten.-Cel.-Av. CHERUBIN ROSA FILHO.

Ao longo de sua existência, a BASM tem cumprido sua missão de representar o Comando da Aeronáutica na região Centro-Oeste do Estado do Rio Grande do Sul e prover o apoio necessário às Unidades Aéreas e Unidades da Aeronáutica que nela operem ou que nela estejam sediadas, permanentemente ou temporariamente. Se consolidou como uma excelente base operacional, que recebe anualmente esquadrões de voo de todo o Brasil para o treinamento de diversas práticas militares, combinando a atuação da aviação de caça, asas rotativas e transporte, sendo também, a sede de esquadrão de ARPs, Aeronaves Remotamente Tripuladas. Sua localização é estratégica para este fim, em uma região de baixa atividade aérea comercial.

Criada com a finalidade de proporcionar apoio técnico e administrativo às unidades sediadas, a Base já foi berço das mais variadas aeronaves voadas pelos esquadrões aéreos, constituintes do braço armado da Região Sul do País. Fizeram parte dessa memorável história, dentre outras, as seguintes aeronaves: T-6, H-1D, L-19, L-42 e a aeronave AT-26 XAVANTE, que operou de 1976 a 1999 e hoje está presente em um monumento Xavante na BASM e em outro monumento doado ao Município de Santa Maria para exposição permanente na entrada da cidade, na RST 287, como atração turística.

Além das aeronaves das unidades aéreas, citadas a seguir, a BASM possui a aeronave VC-98 (Gran Caravan), responsável pela manutenção operacional do Quadro de Tripulantes e auxiliar no desempenho das missões da Unidade, realizando voos de instrução, transporte aéreo militar, transporte logístico e evacuação aeromédica.

A BASM, atualmente com o efetivo aproximado de 1500 militares, sedia quatro esquadrões de voo, um Esquadrão de Controle e Alarme, um Destacamento de Controle do Espaço Aéreo e um Batalhão de Infantaria com PCI (Pelotão de Contra-Incêndio), PCG (Pelotão de Cães de Guerra) e PPM (Pelotão de Polícia Montada).

Década a década, as unidades aéreas sediadas nessa Base passaram, e passam, por processos de renovação tecnológica, desde sua fundação em 15 de outubro de 1970. Atualmente os Esquadrões Poker e Centauro operam aeronaves A-1 com sensores e armamentos inteligentes (bomba guiada a laser). O Esquadrão Pantera opera as aeronaves H-60L Black Hawk e realiza atividades de busca e salvamento, utilizando também a tecnologia NVG (Night Vision Google), que permite operacionalidade noturna. O Esquadrão Mangrulho utiliza o radar móvel TPS B34, que proporciona uma capacidade imprescindível no teatro de operações moderno e o Esquadão Hórus, que opera aeronaves remotamente pilotadas Hermes RQ-450 e RQ-900, moderna tecnologia na aviação de reconhecimento.

"Sentinela Alada do Pampa", assim é conhecida a Base Aérea de Santa Maria, que tornou-se elemento marcante da paisagem local, devido à sua representatividade junto à comunidade local, fruto também, de suas intensas atividades que aproximam o público civil, sempre com o cunho beneficente, como a EXPOAER - Exposição Aeronáutica, que é um dos maiores eventos aeronáuticos do sul do país, com exposição de materiais de aviação em geral e de aeronaves oriundas de todo o Brasil, além de outras demonstrações operacionais como rapel, apresentação de cães de guerra e Banda de Música, dentre outros eventos, como corridas, concursos culturais, visitações acadêmicas e etc.

Em 15 dezembro de 2016, a Base Aérea de Santa Maria foi desativada e passa a ser conhecida como ALA 4, conforme PORTARIA Nº 1617/GC3, DE 8 DE DEZEMBRO DE 2016. O objetivo da FAB é simplificar e modernizar a estrutura organizacional, administrativa e operacional (aérea), além de aperfeiçoar a gestão de recursos humanos, mudanças essas necessárias para capacitar a Força para os desafios futuros.            

Tal mudança acarretou numa divisão do setor administrativo do operacional. O comandante da Ala 4 é, portanto, o responsável direto pela supervisão das atividades aéreas.

 

 

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