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100 Anos dedicados à  pesquisa e ao ensino aeronáutico brasileiro (1919 - 2019).

 Rio de Janeiro, 10 de outubro de 2019.

 
 Em 2019, ano do centenário da Instrução Militar na Aviação Brasileira, o Comando da Aeronáutica reinaugurou, no campus da Universidade da Força Aérea (UNIFA), a Biblioteca Central da UNIFA.

A primeira Biblioteca do Campo dos Afonsos, foi inaugurada no dia 10 de outubro de 1919, na Escola de Aviação Militar (EAvM), destinada aos alunos dos cursos de pilotos e observadores, oficiais da administração, do ensino, chefe de seções e serviços especiais.

 

 

 Nesses 100 anos dedicados à pesquisa e ao ensino aeronáutico, a Biblioteca ocupou desde sua criação, diversas instalações no Campo dos Afonsos.  Com a criação da Universidade da Força Aérea em 1983, foi  reestruturada para reunir todo o acervo bibliográfico das escolas subordinadas a UNIFA. Inicialmente, funcionou no prédio E-012, conhecido como prédio cinza, ocupado pela Subdivisão de Serviços Escolares e, em 17 de setembro de 1987, foi transferida para o Pavilhão Van Ness, atual Prédio do CENDOC.

 

 

 Em 1988, foi transferida para o prédio do Rancho antigo refeitório dos Cadetes da Escola de Aeronáutica,  totalmente restaurado para abrigar o acervo das Escolas, o que veio completar o projeto de implantação da Biblioteca Central da UNIFA.  Em virtude da criação do Curso de Pós-Graduação da UNIFA o prédio da Biblioteca passou por uma reforma em 2007, criando novos espaços como: Sala de Estudo, Sala de Reunião, Sala de Processamento Técnico e Sala de Informática, visando atender as exigências da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-CAPES. 

 

Fonte: Livro histórico da Escola de Aviação Militar e Página da UNIFA / Biblioteca Central.

 

Prédio do Comando da Universidade da Força Aérea

 

 

Breve histórico do edifício E-004

 

            O edifício E-004  mostra-se como um destacado representante da arquitetura em estilo art déco, no Brasil. Linhas retas, formas geometrizadas e a simplificação dos contornos marcam a configuração básica da fachada da edificação. Três andares compõem o prédio, que são unidos por meio de uma escadaria em espiral no interior. Na face externa, na frente, encontra-se destacado em cinza e relevo o símbolo da Força Aérea Brasileira, o Sabre Alado[1]. O citado símbolo sobressai de maneira significativa na fachada, demarcando o espaço. A escolha do símbolo não é casual. Segundo o filósofo canadense Jean Chevalier, a espada (ou sabre) é, em primeiro lugar, “símbolo do estado militar e de sua virtude, a bravura, assim como de sua função, o poderio” (CHEVALIER, p. 471). O E-004 representou, portanto, quando do tempo de sua construção, o centro da autoridade da Escola de Aviação Militar. A simbologia do sabre alado, tal como se evidencia de forma clara na edificação, é um fato arquitetônico único no conjunto do complexo militar da Guarnição dos Afonsos, o que permite a identificação do prédio como sendo um espaço de autoridade por excelência.

 

            Pode ser evocado também para o prédio E-004 um outro elemento, também relacionado ao reconhecimento da autoridade e comando. Isso se prende a aspectos já antigos que remontam aos anos que antecederam e aos primórdios de criação do Ministério da Aeronáutica. Quando da restruturação do Campo dos Afonsos, após o levante da Intentona Comunista, em 1935, o que havia de escombros da antiga Companhia de Aviação[2], foi definitivamente desmontada. O prédio que havia sido alvejado pelas forças legalistas de Getúlio Vargas e posto abaixo foi totalmente substituído por um novo edifício.

 


 

      Entre os anos de 1937 e 1938 uma outra construção ocupou o lugar, constituindo-se na sede da Escola de Aviação Militar, posteriormente, ainda sob a égide do Exército Brasileiro, renomeada para Escola de Aeronáutica Militar (1938), Escola de Aeronáutica do Exército (1939). Os arquitetos e projetistas conceberam a edificação para uma finalidade muito clara, a de ser a sede da organização militar dedicada a formação dos aviadores, primeiro, do Exército, segundo, da Força Aérea Brasileira.

 

      O pavilhão central do novo prédio, com três andares, passou a concentrar  todas as ações administrativas da Escola de Aeronáutica (1941), reservando o segundo andar para a sala do comando e para o Salão Nobre. No segundo andar, o prédio abrigou a sala do diretor da unidade militar de ensino, sendo ali seu centro de comando, ladeado pelo Salão Nobre, espaço onde importantes solenidades deveriam ocorrer. Na parte externa, na frente, sob uma marquise e diante desta, situa-se um espaço reservado a formaturas e a paradas militares, em sua origem.

 

 

 


 

            No dia 27 de janeiro de 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica, toda Guarnição do Campo dos Afonsos passa às mãos do Ministro Salgado Filho. A nova força armada, a Força Aérea Brasileira, ocupou-se com o sítio já constituído, apropriando-se do legado e das experiências passadas. A nova autoridade representou ao mesmo tempo ruptura com a antiga instituição e continuidade de tradições e honra.

 

 

 

O ritmo de vida e o cotidiano necessário à rotina militar se preservaram. O espaço cerimonial continuou, agregando novos atores. Foram apropriadas antigas simbologias, juntamente com a estrutura física e estética da aviação do Exército Brasileiro. Uma das primeiras cerimônias com a presença de Joaquim Pedro Salgado Filho, primeiro Ministro da Aeronáutica, ocorreu no Salão Nobre, da recém-criada Escola de Aeronáutica. Neste pomposo recinto, repositório de fortes tradições, o ministro recebeu a Arma da Aviação do Exército das mãos do Ministro da Guerra. Sucessivas visitas e inspeções do Ministério Salgado Filho vieram a ocorrer sempre nos mesmos pontos, nos mesmos salões do prédio do Comando da Escola de Aeronáutica, servindo de modelo para solenidades que vieram a ocorrer.

 

 

            O espaço, portanto, além de demarcado pelas rotineiras atividades militares, cerimônias, solenidades, administração e ensino, a presença de Salgado Filho representou uma refundação do espaço histórico, ressignificando-o para as gerações que se formaram a partir deste momento. Delimitou-se, a partir de então, parte importante da imagem da instituição militar, erigindo o prédio E-004 como um valioso lugar de memória da Força Aérea Brasileira. A transição da Escola de Aeronáutica para Pirassunga, em princípios da década de 1973, não implicou a descaracterização do edifício, que foi ocupado pela Universidade da Força Aérea, em 1984, retomando a função como sede de uma organização militar de ensino.

 

Conceitos: memória, lugar de memória e patrimônio arquitetônico

 

            A palavra memória tem um amplo leque de significados. Geralmente, é identificada como recordação do passado. Vulgarmente, tem por acepção geral a capacidade de preservar informações, a nível individual e coletivo. Para além do significado individual, quando elemento importante da experiência de vida da pessoa, destacamos aqui a sua relação com a formação de grupos humanos, o que torna a memória um recurso da recordação social, a memória coletiva e a identidade. Como faz destacar o sociólogo francês Maurice Halbwachs, “o indivíduo que lembra é sempre um indivíduo inserido e habitado por grupos de referências; a memória é sempre construída em grupo, mas também, sempre, um trabalho do sujeito” (HALBWACHS, 2006). Esta apropriação ativa por parte do ser social mostra-se de extrema importância na investigação historiográfica, que pode daí extrair valiosos dados sobre os grupos e o papel que atribuem a si.

 

           

            A memória pode ser abordada por algumas perspectivas históricas. Destacamos, para o presente caso, os aspectos ligados à memória social, conforme se posiciona Patrick Geary, como algo pertinente à sociedade, vinculando a experiência passada com a identidade do presente. É um instrumento de reprodução social que faz com que os indivíduos e os grupos entrem em contato íntimo com o passado (GEARY, 2002). Por sua vez, o lugar de memória — especialmente importante para nossa proposição — são lugares associados a um conjunto específico de recordações, ritualização, símbolo de um grupo, criador de identidade. O historiador francês Pierre Nora ressalta a conexão deste fenômeno mnemônico com realidades materiais e construções humanas, daí resultando a valorização de objetos que, além de contar com seus empregos funcionais, rotineiros e cotidianos, também tem pleno significado e valor simbólico (NORA, 1993). Convergindo com esta abordagem, o historiador Jacques Le Goff destaca a importância que os monumentos e edificações para a sociedade e/ou segmentos dela (LE GOFF, 1990), o que mais uma vez põe em relevo o papel ativo do homem neste esforço de valorização. Em suma, o lugar e o prédio não tem um valor per si, apenas quando o agrupamento social lhe confere a devida importância.

            O enquadramento da Guarnição do Campo dos Afonsos, em especial aqui o edifício E-004, liga-se justamente ao seu enquadramento como lugar de memória para a Força Aérea Brasileira. Não apenas para aqueles que testemunharam diretamente a gênese do Ministério da Aeronáutica, mas para todos aqueles que foram, direta ou indiretamente, calcados nos valores formadores dos membros desta Instituição. O prédio E-004 configura-se, portanto, como um patrimônio arquitetônico. Como destaca Sílvio Oksman, desde o século XVIII, a preservação de construções e edifícios é discutida a partir do “ponto de vista de uma ação cultural”, ou seja, o debate sobre a conservação de uma dada edificação vincula-se a necessidade de “conservação de valores representativos de um momento histórico e artístico de determinadas épocas” (OKSMAN, 2011, p. 28). Desta maneira, como destaca o autor, a finalidade desta preservação é a “transmissão destes valores às gerações futuras” (OKSMAN, 2011, p. 28).

           

Considerações

 

            Identificar os significados de edificações corresponde a compreensão de seu papel para o grupo de usuários imediatos de suas instalações e o seu lugar no devir histórico da nação que o produz. Os adornos, detalhes, configurações e posicionamento em um plano permite observar as pretensões de seus idealizadores e o destino definido para as construções. Os símbolos que ostentam são demarcadores de funções e missões, informam quem é a coletividade que circula por suas dependências, portanto, a edificação e os elementos que a compõe precisam ser vistos na sua relação com seus usuários imediatos, o grupo que a reconhecem como um lugar de identidade.

            O prédio E-004 representa um marco nas origens do ser militar da Força Aérea Brasileira, preserva em sua superfície os ícones de distinção e tradição. Os passos daqueles que auxiliaram na construção da Aeronáutica, as grandes personalidade que ocuparam posições de destaque na história da instituição e as memórias daqueles que lutaram pelo país estão fisicamente presentes por meio da concretude da edificação.

 

 Autores:

Prof. Dr. Bruno de Melo Oliveira

Prof. Dr. Jefferson Eduardo dos Santos Machado

1o. Ten. Andréa Silva da Costa

3o. Sgt Jairo de Paula Baptista

 

Bibliografia e fonte:

 DAVIS, Howard. The culture of building. New York: Oxford University Press, 2006.

NORA, Pierre. Les lieux de mémoire. Montividéu: Trilce, 2008.

LE GOFF, Jacques. História e memória. Campinas, SP Editora da UNICAMP, 1990.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo: Centauro, 2006.

MORAES, Fernando. Montenegro: as aventuras do marechal que fez uma revolução nos céus do Brasil. Planeta, 2006.

CHEVALIEAR, Jean. Diccionário de simbolos. Barcelona: Herder, 1986.

PERALTA, Francisco José. A Arquitetura art-déco no governo Vargas: a construção

de uma identidade nacional. Maringá, 2005.

NORA, Pierre. Entre memória e história: o problema dos lugares de memória. In: Projeto História. Programa de Pós-Graduação de História da PUC-SP. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/viewFile/12101/8763. Acessado em: 19 out 2017.

OKSMAN, Sílvio. Preservação do patrimônio arquitetônico moderno: a FAU de Vila Nova. São Paulo: 2011. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16136/tde-18012012-144727/. Acessado em 10 out 2017.

MANUAL de uso de marca da Força Aérea Brasileira: atualizado pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica. Brasília, 2011.

 

[1] O sabre alado originariamente representava a Arma da Aviação do Exército Brasileiro. O símbolo foi apropriado e modificado em suas linhas, representando o elemento iconográfico primordial da Força Aérea Brasileira (MORAIS, 2006, p. 96). O símbolo remonta à criação da Arma da Aviação, em 1927, mas somente foi oficializado pelo Decreto n° 20.754, de 4 de fevereiro de 1931. O gládio foi aprovado como símbolo da Força Aérea Brasileira pelo Decreto-Lei n° 3.323, de 30 de maio de 1941, sendo, em 1952, modificado para os padrões atuais pela Lei n° 1.654-A, de 1° de outubro de 1952 (Manual, 2011, p. 3)

[2]     O prédio da antiga Companhia de Aviação foi construído em 1922, nos primeiros anos de funcionamento da Missão Francesa de Aviação Militar.

[3]     Destacamos duas solenidades de grande relevo para a história da Força Aérea Brasileira. A primeira refere-se à passagem de pasta ministerial a Salgado Filho, que se realizou no Gabinete do Ministro da Justiça, no dia 23 de janeiro de 1941 (CORREIO DA MANHÃ, 1914, p. 3).  No dia 27 de janeiro, no Campo dos Afonsos, o Ministro da Guerra, o General Eurico Gaspar Dutra entregou a Arma da Aviação do Exército ao novo ministério (GAZETA DE NOTÍCIAS, 1941, p. 1). No mesmo dia, às 16 horas, ocorreu a cerimonia de incorporação da Aviação Naval ao Ministério da Aeronáutica (A NOITE, 1941, p. 2).

Na última quarta-feira (16/01), a Universidade da Força Aérea (UNIFA) sediou um encontro de comandantes das guarnições do Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de nove oficiais generais, além de comandantes, chefes e diretores das mais diversas organizações.

O Diretor da Diretoria de Pessoal da Aeronáutica (DIRAP), Major-Brigadeiro do Ar Mauro Martins Machado, realizou a abertura do evento explicando a importância da reunião e os tópicos que seriam abordados.

Um dos pontos em discussão foi à política de sustentabilidade empreendida pelas organizações. A arquiteta Ana Beatriz Brandão, do efetivo do Departamento do Controle do Espaço Aéreo (DECEA), apresentou os fundamentos do Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS) para a GUARNAE-RJ e as principais práticas relacionadas no âmbito do DECEA.

“A administração pública tem a responsabilidade de contribuir no enfretamento das questões ambientais, buscando estratégias inovadoras que repensem os atuais padrões de produção e consumo, os objetivos econômicos, inserindo componentes sociais e ambientais.”, destacou a arquiteta.

Outro assunto abordado foi relacionado às redes de telefonia na FAB, exposto pelo Major-Brigadeiro do Ar Leonidas De Araujo Medeiros Junior, Vice-Diretor do DECEA. O oficial-general destacou a importância do planejamento e atividades necessárias à reestruturação da rede de internet nas guarnições do Rio de Janeiro.

A reunião foi finalizada pelo comandante da UNIFA, Major-Brigadeiro do Ar Isaias, que tratou sobre justiça e disciplina, abordando a competência administrativa para apurar e aplicar punições disciplinares.

Prédio do Corpo de Cadetes da Escola de Aeronáutica

 

 

      Sobre o prédio temos duas informações iniciais, a primeira em uma foto de 1940 que o nomeia de quartel e posteriormente na Revista Esquadrilha que em uma matéria sobre a remodelação que a Escola sofreu em 1942 o chama de alojamento da 2ª Esquadrilha. Sem muitas informações o que temos é a inauguração de um quartel de praças citado no Relatório do Ministério da Guerra de 1939. Tudo indica que seja este o prédio uma vez que não temos outros registros que tratem da inauguração do prédio da 2ª esquadrilha ou de um outro quartel. Pode ser que este tenha sido inaugurado par um fim e ter sido ocupado de outro.
      Contudo diante das fotos acima temos a clareza de que tal edifício foi remodelado a partir de 1942, para sediar o prédio do Corpo de Cadetes.
Esta transformação que trata-se mais de uma mudança de concepção arquitetônica do que funcional ao ser analisada de forma mais pormenorizada, principalmente ao vermos que vários outros prédios da Escola sofreram o mesmo tipo de transformação, nos possibilita visualizar uma preocupação estética. O Brasil, devido a Segunda Guerra Mundial e o interesse das nações envolvidas no conflito, foi convencido a aliar-se aos EUA que tinham já uma concepção de aeronáutica que saltava aos olhos.
      Sendo assim, o nascente Ministério da Aeronáutica, que precisava formar um grande número de profissionais e criar estabelecimentos em várias áreas do país, passou a adotar o modelo estadunidense em suas construções, doutrinas e outros aspectos.
      E isto aconteceu também no Campo dos Afonsos. O intercâmbio entre as duas nações fica clara com as visitas do próprio Ministro Salgado filho, em 1942, e de inúmeros militares da Escola de Aeronáutica aos estabelecimentos de formação de pilotos, tendo como principal Randolph Field, que inclusive é retratada na Revista esquadrilha de julho de 1942 em paralelo com a instituição brasileira.
      Ao andarmos em muitas das unidades da FAB nos deparamos com vários prédios com arcos, azulejos, torres, telhados com telhas meia-cana, varandas com esquadrias de ferro e até lareiras no interior. Trata-se de uma arquitetura usada nas regiões, principalmente que pertenceram ao México, onde ocorreram as chamadas Missões. Estas Missões religiosas, são uma marca arquitetônica que além de suas questões espirituais estão ligadas ao material de construção disponível, a temperatura e a herança trazida pelos religiosos franciscanos e jesuítas que ocuparam estes locais.
      A utilização desta arquitetura no final do século XIX e início do XX está ligada ao fenômeno cultural que ficou conhecido como Neocolonialismo. Cada país latino-americano buscou retornar com a arquitetura os tempos coloniais. No caso das construções em questão, elas localizavam-se principalmente na região que foi conquistada do México. Por isso, uma arquitetura ligada diretamente as Missões espanholas.
      Desta forma, ao adotar o modelo arquitetônico das instituições da região da Califórnia e Flórida, principalmente, a Escola de Aeronáutica, ou seja a Força Aérea vai se caracterizar em boa parte das construções iniciais, pela utilização do Estilo Missões ou Californiano.

    Em 17 de março de 1941, foi criado o Corpo de Cadetes e na mesma data foi publicado no D.O. nº 64, que os Oficiais e Cadetes que integravam a extinta esquadrilha de aviação da Escola Militar, passariam a constituir uma sub-unidade denominada "Corpo  de Cadetes".

Incorporação do Cadetes em 1941

 

 

 

 

Autores:

Prof. Dr. Bruno de Melo Oliveira

Prof. Dr. Jefferson Eduardo dos Santos Machado

1o. Ten. Andréa Silva da Costa

3o. Sgt Jairo de Paula Baptista

 

Bibliografia e Fontes:

LAVENÉRE-WANDERLEY, Nelson F.. História da Força Aérea Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Gráfica Brasileira, 1975.

 

SALES, Mauro Vicente. A Consolidação da Aviação Militar no Campo dos Afonsos (1918-1931). In: Campo dos Afonsos: 100 anos de História da Aviação Brasileira. Rio de Janeiro: Universidade da Força Aérea, 2012.

 

BATISTA, Jairo de Paula. Da Conturbada Década de 1930 à Modernização da Escola de Aviação Militar no Campo dos Afonsos. In: Campo dos Afonsos: 100 anos de História da Aviação Brasileira. Rio de Janeiro: Universidade da Força Aérea, 2012.

 

INCAER. História Geral da Aeronáutica Brasileira, Vol. 2. Rio de Janeiro: Incaer/Villa Rica, 1991.

 

MOURA, Gerson. Relações Exteriores do Brasil 1939-1950. Mudanças na natureza das relações Brasi-Estados Unidos durante e após a Segunda Guerra Mundial. Brasília: Fundação Alexandre Gusmão, 2012.

 

Teixeira, Anderson Martins. FAB – Força Aérea Brasileira: Os Reflexos do Alinhamento com os Estados Unidos entre 1941 e 1948. Curitiba: Juruá, 2015.

Praça General James C. Selser Jr. - Praça do Relógio

 

      Logo após a chegada da Missão Militar Francesa de Aviação em 1919, no Campo dos Afonsos, o Ministério da Guerra verificou a necessidade de expansão do espaço para formação de pilotos, mecânicos e artífices posicionados para a aviação. Assim, em 1922, foi criada a Companhia de Aviação, edificação militar com a finalidade de concentrar no campo de aviação, toda a mão de obra necessária para a formação do corpo de aviação militar do Brasil.

      Em 1935 após o episódio do levante, a Escola e o Regimento de Aviação, no Campo dos Afonsos, passaram por um processo de remodelação. Em 1938, foi construída a “Praça das Águias”, originalmente com um mastro ao centro, local de celebração de cerimônias.

      Conforme consta no Livro Histórico da Escola de Aeronáutica, em 1957, a Praça passou a ser chamada de “Praça Gen. James C. Selser Jr”, em homenagem ao oficial da USAF, que foi instrutor da Escola de 1940 a 1944. A Praça do Relógio como hoje é conhecida, por falta de relatos e documentos, entendemos que a construção da Torre do Relógio se deu no mesmo período da homenagem ao Gen. James C. Selser, em 1957. Anteriormente encontrava-se no mesmo local o grupo escultórico “Unidos na Glória e na Morte” ofertado do governo do Chile ao Brasil em 1923.

      Cabe destacar, que no Livro Histórico da Escola de Aviação, existe o relato da Celebração de uma Missa Campal na Praça Gen. James C. Selser, “...situada na Alameda Coronel Aroaldo, em frente ao relógio...”, em 23 de novembro de 1967.

      O relógio existente na torre é um modelo Português, da Fábrica “A Boa Construtora”, fundada em 1930, em Almada, Portugal, por Manuel Francisco Cousinha, sua fábrica vendeu relógios para Portugal, Colônias Portuguesas e para o Brasil.

      A primeira Imagem existente na Torre é a de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. A segunda imagem existente é a de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que foi entronizada na torre em 08 de dezembro de 2018. Trata-se de um presente ofertado por Sua Eminência Dom Raymundo, Cardeal Damasceno Assis, Arcebispo Emérito de Aparecida.

 

Autores:

Prof. Dr. Bruno de Melo Oliveira

Prof. Dr. Jefferson Eduardo dos Santos Machado

1°. Ten. Andréa Silva da Costa

3°. Sgt Jairo de Paula Baptista

 

Bibliografia e fonte:

Livro Histórico da Escola de Aviação Militar. Volumes 1, 2 e 3.

A proteção vem do alto. Entronização da Réplica da Imagem de N. Sa. da Conceição Aparecida Campo dos Afonsos, 8 de dezembro de 2018.

OLIVEIRA, Fernando Correia de. As horas do Paço voltam a bater. Espiral do Tempo, 25, 2007.

Lavenère-Wanderley, Nelson Freire. História da Força Aérea Brasileira. Gráfica Brasileira, 1975.

O mastro histórico da Bandeira da Universidade da Força Aérea (UNIFA) foi cedido pela Marinha do Brasil, após a construção do prédio do Comando da UNIFA, na década de 1970. Restaurado no final de 2018 pelo Arsenal de Marinha do Brasil, retomou as suas atividades no dia 09 de janeiro de 2019.

     Dessa forma, as formaturas diárias serão realizadas na entrada principal do Comando, onde se encontra o mastro. No mesmo dia, o Comandante do Arsenal de Marinha, Vice Almirante Liberal Enio Zanelatto e o Contra Almirante José Luiz Rangel da Silva, estiveram presentes no campus em uma visita de cortesia para conhecer o artefato que se tornou uma herança histórica e cultural para nossa Universidade.

     Durante a reunião de boas-vindas, o Vice Almirante Liberal agradeceu o convite, destacou a importância histórica que o mastro e o Campo dos Afonsos têm na história do país e ressaltou que "parcerias futuras serão realizadas visto que as duas instituições tem vários cursos e interesses em comum", finalizou.

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