Entenda o papel dos observadores militares em um exercício como a CRUZEX

26 Novembro 2018 by Portugues 170 Views
Rate this item
(0 votes)

Além dos países que participam da CRUZEX 2018 com aeronaves e militares, outras seis nações enviaram representantes para atuar como observadores. São oficiais da Alemanha, Bolívia, Colômbia, Índia, Suécia e Venezuela que participam com o intuito de entender a dinâmica do exercício e levar conhecimento às suas Forças Aéreas.

Os indianos vieram para a CRUZEX pela primeira vez nesta edição. Segundo o Coronel Anurag Khurana, o país costuma participar de exercícios semelhantes em locais como Estados Unidos, Austrália e França. Para ele, que é piloto de caça, a participação da Força Aérea Indiana está focada em aprender e trocar experiências. O Coronel Anurag explica que já existem diversos acordos de cooperação mútua com o Brasil, como na área espacial, por exemplo, e a participação no exercício é mais um passo de aproximação. “Se olharmos a história da CRUZEX, vemos que os países quase sempre começam como observadores e, nas edições seguintes, incrementam sua participação, com delegações maiores e aeronaves”, diz.

Já os militares da Força Aérea Boliviana vieram ao Brasil em outras edições da CRUZEX, nessa mesma função. Os oficiais representantes explicam que o exercício é o maior da América do Sul e se trata de um momento importante para que os países do continente possam aprender a operar de uma mesma forma. Segundo o Major Neil Zubieta, o principal conhecimento buscado pelos colombianos é relativo à doutrina adotada no âmbito da OTAN.

“Nossa Força Aérea está em crescimento e, com isso, estamos em processo de implantação da doutrina OTAN. Por isso é importante participarmos e ver como os diferentes países operam dentro desse conceito”, afirma. Isso inclui, segundo ele, adquirir conhecimento sobre o cenário de guerra não convencional é um dos pontos mais importantes. “Nós iremos fazer um relatório sobre nossa participação e realizar um briefing para o Alto-Comando. Entre as sugestões que faremos, a principal é a absorção da doutrina OTAN em nossa operação, para podermos nos integrar e falar a mesma língua dos outros países”, avalia o Major Zubieta.

Reportagem: Tenente Gabrielli Dala Vechia

Foto: Sargento Bianca Viol