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O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) iniciou neste domingo (20/11), no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), por meio do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) a Operação Rio Verde com o objetivo de realizar o lançamento e o rastreio de um Foguete de Treinamento e um foguete suborbital (VSB-30 V11), assim como o resgate da carga útil MICROG2, no mar.

Ainda são outros objetivos importantes da operação, dar prosseguimento ao Programa Nacional de Atividades Espacial (PNAE), em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB), apoiar o Programa Microgravidade da AEB, permitindo que organizações de ensino, pesquisa e desenvolvimento realizem experimentos científicos e tecnológicos através de voos suborbitais, manter a operacionalidade do CLA, proporcionando treinamento às diversas equipes envolvidas, testar novos sistemas do CLA para inclusão operacional em lançamentos futuros, manter a operacionalidade do CLBI como estação remota de rastreio e incrementar a parceria com o Centro Espacial Alemão (DLR) na área espacial relacionada com o lançamento de veículos suborbirtais e de realização de experimentos em ambiente de microgravidade.

 

Durante a Operação Rio Verde está previsto o lançamento de um Foguete de Treinamento, visando verificar todos os meios relacionados à operação de lançamento, bem como testar procedimentos e treinar todas as equipes envolvidas na campanha. Em seguida, deverá ser lançado o foguete nacional VSB-30 V11, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR). O veiculo levará a bordo oito experimentos científicos e tecnológicos selecionados pelo Programa Microgravidade da AEB, que possibilitarão aos cientistas e pesquisadores brasileiros realizarem estudos e pesquisas em ambiente de microgravidade, acima de 100 quilômetros por até seis minutos, em condições bem específicas. “O lançamento do VSB-30 V11 com os experimentos embarcados na carga-útil MICROG-2, constitui uma excelente oportunidade das instituições de ensino e pesquisa nacionais que participam da operação de obterem acesso facilitado ao espaço, que apresenta um baixo custo se comparado, por exemplo, a estudos sob essas mesmas condições realizados na International Space Station (ISS). Nessa região, conhecida como Low Earth Orbit (LEO), ocorrem fenômenos que são de difícil reprodução no nosso meio, o que ressalta a importância desse tipo de atividade para o desenvolvimento científico e tecnológico do país”, explica o Coronel Aviador Avandelino Santana Junior, Coordenador-Geral da Operação Rio Verde.

 

Esta é a 23ª operação de lançamento do VSB-30, primeiro foguete nacional certificado para lançamentos no exterior e já lançado da Suécia, Noruega e Austrália, em parceria com a Agência Espacial Alemã. No Brasil, será o quarto lançamento do VSB-30, todos realizados em Alcântara. O último lançamento com o veículo no país ocorreu em 2010, durante a Operação Maracati II. “A expectativa é muito grande para a realização da Operação Rio Verde no CLA com sucesso. Além disso, pela primeira vez sendo utilizado em operações de veículos de médio porte, testaremos novos procedimentos a partir do novo Prédio de Segurança do Setor de Preparação e Lançamento (SPL), inaugurado no início deste ano e que nos possibilita intensificar a segurança das atividades na área operacional, o controle de acesso, bem como oferecer melhor conforto e infraestrutura às equipes que atuam na campanha. Além disso, estamos testando novos Sistemas Operacionais do Centro”, afirma o Coronel Aviador Cláudio Olany Alencar de Oliveira, Diretor do CLA.

 

Além dos Centros de Lançamentos CLA e CLBI e do IAE, participam da Operação Rio Verde realizada pelo DCTA, o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), a Marinha do Brasil (MB), e o Centro Espacial Alemão (DLR). Ainda, participam com experimentos embarcados na carga-útil MICROG2, cientistas e pesquisadores do IAE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Estadual de Londrina (UEL). Após o lançamento e o voo em ambiente de microgravidade, tais experimentos devem ser recuperados em alto mar, por helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) com apoio de embarcações da Marinha. A descrição detalhada dos experimentos com objetivos e instituição desenvolvedora segue abaixo:

 

1. MPM-A: Novas tecnologias de meios porosos para dispositivos com mudança de fase, desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os minitubos de calor fazem uso do calor latente de fusão e do efeito capilar para transportar energia de uma fonte quente para uma fria. Esses dispositivos podem ser utilizados para o controle térmico tanto de equipamentos eletrônicos no espaço como em terra;

 

2. MPM-B: Tem a mesma finalidade do MPM-A, mas enquanto o fluido de trabalho do experimento MPM-A é o metanol, o MPM-B utiliza o fluido refrigerante denominado HFE7100;

 

3. VGP2: Os efeitos da microgravidade real no sistema vegetal cana de açúcar, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Trata-se de um experimento biológico que tem por objetivo avaliar os efeitos na microgravidade sobre o DNA da cana de açúcar;

 

4. E-MEMS: Sistema para determinação de atitude de veículos espaciais, desenvolvido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo deste experimento é fazer uso de sensores comerciais para determinação de atitude de sistemas espaciais;

 

5. SLEM: Solidificação de ligas eutéticas em microgravidade, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Este experimento contempla o desenvolvimento, construção e qualificação de um forno elétrico com capacidade de fundir (300°C) amostras de 3 materiais distintos. Ao atingir o ambiente de microgravidade, o forno é desligado e ocorre a solidificação das ligas;

 

6. GPS: Modelos de Global Positioning System - GPS (Sistema de Posicionamento Global) para aplicações em veículos espaciais de alta dinâmica, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com a colaboração do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Esse equipamento fornece a latitude, longitude e altitude da carga-útil durante todas as fases do voo do foguete;

 

7. SMA: Sensor Mecânico Acelerométrico, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Servirá para ativação de linhas de ignição, após submetida a uma aceleração entre 4 e 6 vezes a aceleração da gravidade. Com esse dispositivo, ainda em fase de qualificação, objetiva-se elevar a segurança do veículo, evitando-se, por exemplo, que sistemas pirotécnicos sejam acionados intempestivamente.

 

8. CCA: Circuito de Comutação e Atuação, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). Modelo de desenvolvimento do sequenciador de eventos pirotécnicos e comutação de energia funcional.

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