Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Página inicial > Notícias
Início do conteúdo da página

O foguete suborbital VS-30/V14 foi lançado com sucesso, neste domingo (09/12), do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), Organização Militar da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável por lançamento e rastreio de foguetes. A Operação MUTITI, está sendo realizada desde o dia 19 de novembro pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), sob coordenação do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), contando com o envolvimento de mais de 700 pessoas, direta ou indiretamente.

 

O VS-30 foi lançado às 13h43, pelo horário de Brasília, tendo atingido a altura máxima (apogeu) de superior a 120km, bem como um alcance de 154Km. O foguete sub-orbital conduziu cinco experimentos científicos e tecnológicos em sua carga útil PSR-01, sendo dois do Instituto de Pesquisas Espaciais - INPE, dois do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), e um experimento (laboratório completo de medidas) do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), em um total de voo 8min21s.

 

Essa foi a 14ª vez que um veículo do tipo VS-30 foi lançado, tendo sido a terceira vez a partir do CLA. Durante a Operação MUTITI, foi ainda lançado um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), na tarde do dia 27 de novembro, o qual buscou a validação de todos os meios de infraestrutura de solo e operacionais, treinamento da equipe e consolidação da doutrina de lançamento, como preparação para o lançamento do VS-30.

 

“Com o encerramento da Operação MUTITI e com a realização do lançamento do Veículo VS-30, podemos constatar o pleno sucesso da mesma, mostrando, dessa forma, que o CLA está, mais do que nunca, pronto e operante para quaisquer veículos suborbitais. Apesar das condições climáticas não favoráveis dos últimos dias, as quais nos fizeram adiarpor três vezes o lançamento, a equipe se mostrou profissional, comprometida e envolvida com a missão, trabalhando de forma íntegra e coesa para que, durante a janela de oportunidade ocorrida hoje, realizássemos o lançamento, e obtivéssemos pleno sucesso na missão ”,diz o Coronel Aviador Marco Antonio Carnevale Coelho, Diretor do CLA.

 

Experimentos embarcados

A carga útil do foguete VS-30 V14 denominada Plataforma Suborbital de Reentrada 01 (PSR-01) é constituída de cinco experimentos de  Centros e Institutos de pesquisas brasileiros.

 

Sonda Lagmuir de Densidade e Temperatura Eletrônica - INPE

O experimento 1 (um) trata-se de umaSondaLagmuir de Densidade e Temperatura Eletrônica, conduzido por pesquisadores do INPE e usada para medir a variação de correntes eletrônica e iônica ao longo da trajetória do foguete, em altitudes superiores a 60 km. O estudo desenvolvido pelo INPE se torna de vital importância para a moderna sociedade tecnológica, uma vez que permite compreender a dinâmica da atmosfera terrestre, especialmente da ionosfera, uma vez que irregularidades encontradas nesta região interferemdecisivamente nos processos de comunicação por ondas eletromagnéticas,  aí incluídas as transmissões por meio de satélites, bem como os sistemas de navegação com Global Navigation Satellite System(GNSS), a exemplo do GPS.

 

Comportamento Térmico de um Forno de Solidificação de Ligas (CTFS) - INPE

O experimento 2 (dois) também de responsabilidade do INPE,estuda o Comportamento Térmico de um Forno de Solidificação de Ligas (CFTS). O estudo visa a avaliar o funcionamento de um forno elétrico com capacidade de fundir materiais com temperatura de fusão entre 100 e 300° C, de forma a permitir seu aperfeiçoamento e qualificação para aplicação em outros voos. Exemplificando,pode-se pensar em uma amostra de diferentes substâncias que,em condição terrestre ambiente,não se misturam ao serem fundidas e posteriormente solidificadas, entretanto que, ao serem submetidas a esse mesmo processo de fusão e posterior solidificação em um ambiente de microgravidade, poderiam se misturar formando um composto homogêneo. Isso possibilita novas aplicações em engenharia no desenvolvimento de produtos, sobretudo em pesquisas relacionadas à resistência de materiais.

 

Sensores Ópticos para Medidas de Aceleração (AOM) - IEAv

O experimento 3 (três), de autoria do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), é composto por três sensores ópticos para medidas de aceleração, sendo um nos três eixos e dois em um eixo, aplicando diferentes técnicas de medidas e de processamentos de sinais. A análise do comportamento dos sensores em voo constitui importante contribuição para a independência nacional na área de navegação inercial e de sensores a fibra óptica em geral, sendo diretamente aplicáveis em aeronaves tradicionais, remotamente pilotadas, VANTs e veículos lançadores, por exemplo. Além dos experimentos em si, o laboratório completo de medidas que o IEAv embarcou no VS-30 inclui um gerador de luz e uma placa de processamento de sinais, todos eles desenvolvidos por pesquisadores brasileiros e com tecnologia nacional.

 

Sistema Ioiô e de Separação (PSM - MQ) - IAE

O experimento 4 (quatro)apresenta-se como dois sistemas em desenvolvimento pelo IAE, os quais permitem, inicialmente, a redução da velocidade de rotação após o fim da queima do motor foguete (sistema io-iô) e, posteriormente, uma separação segura entre a carga útil e o veículo (sistema de separação). O objetivo do experimento é testar o modelo de qualificação do Sistema Ioiô e do Sistema de Separação que serão utilizados no Modelo de Qualificação (MQ) da Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM), a plataforma de microgravidade nacional.

 

Sensor Mecânico Acelerométrico (SMA) - IAE

O experimento 5 (cinco) é também de responsabilidade do IAE. Realizará seu quarto voo e trata-se de um dispositivo de segurança para veículos espaciais. Esse dispositivo só permite a ignição de motores do segundo estágio, ou estágios superiores, quando o foguete apresenta uma aceleração de quatro vezes a aceleração da gravidade (4g), o queocorre apenas com o veículo já em voo. Desenvolvido e aperfeiçoado a partir da experiência acumulada nos lançamentos do foguete suborbital VSB-30, o sensor traz maior segurança aos veículos ainda em solo na plataforma de lançamento, ao passo em que impede o acionamento do sistema de pirotecnia responsável pela ignição se, por algum motivo inesperado, o sistema eletrônico embarcado entender que o foguete encontra-se em voo.

 

Para o Coronel Aviador Lester de Abreu Faria, Coordenador-Geral da Operação MUTITI, “o lançamento realizado hoje coroa de sucessos um planejamento de mais de um ano, envolvendo mais de 200 pessoas, e que coloca o Brasil mais uma vez em um patamar diferenciado para o Programa Espacial Brasileiro. Todos os 4 requisitos de sucesso da Operação foram plenamente atingidos, bem como todos os pontos da missão atribuída e da missão deduzida, o que nos deixa convictos da qualidade e profissionalismo dessa equipe que participou da Operação e de todos aqueles que, de uma forma ou de outra, auxiliaram no seu sucesso. ”

 

 

 

 

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou na manhã desta sexta-feira (07/12) a Cerimônia Militar de Passagem de Direção do Centro. Na solenidade, o Brigadeiro Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti foi substituído pelo Coronel Aviador Marco Antônio Carnevale Coelho no cargo de Diretor do CLA. O Vice-Governador do Maranhão, Carlos Brandão e outras autoridades dos três poderes nas esferas federal, estadual e municipal compareceram à solenidade que foi presidida pelo Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Major-Brigadeiro-do-Ar Hudson Costa Potiguara.   

 

A solenidade foi iniciada com a entrega do Distintivo de Organização Militar (DOM) do CLA ao Coronel Carnevale e o descerramento da foto do Brigadeiro Luciano na galeria de Ex-Diretores, ambos no Salão Nobre do Centro. No Pátio do Centro Técnico, a tropa composta pelos efetivos do CLA, do Grupamento de Apoio de Alcântara (GAP-AK) e do Esquadrão de Saúde de Alcântara (ES-AK), organizações da Força Aérea Brasileira (FAB) que compõem a Guarnição de Aeronáutica de Alcântara (GUARNAE-AK), participaram da solenidade militar.

 

Nas palavras de despedida do Diretor Substituído, além de destacar os feitos dos dois anos de gestão a frente do CLA, o Brigadeiro Luciano traçou as expectativas futuras do Programa Espacial Brasileiro em proveito da comunidade local.

 

“Uma nova perspectiva de desenvolvimento para o setor espacial no Brasil é buscada, especialmente para a região de Alcântara e de São Luís, onde se espera uma dinamização nas atividades de lançamentos comerciais no CLA, com os consequentes benefícios sociais para a população local, tais como o aumento na geração de empregos diretos e indiretos, o aumento da receita oriunda da coleta de impostos pelo Estado e municípios, dentre outros benefícios”, mencionou o agora Ex-Diretor do CLA.

 

Ainda na cerimônia, após a transmissão de cargo entre os Diretores Substituído e Substituto, ambos passaram em revista à tropa da GUARNAE-AK. Além de Diretor do CLA, o Coronel Carnevale passa a ser o Comandante da referida Guarnição que além do CLA, do GAP-AK e do ES-AK, abrange o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de São Luís (DTCEA-SL). Na sequência, se apresentaram ao Diretor-Geral do DCTA por haverem entregue e assumido a Direção do Centro. Ao término, a tropa formada desfilou em continênciaao novo Diretor do CLA.

 

"O domínio do espaço é um objetivo estratégico primordial para qualquer nação que almeje independência tecnológica e soberania sobre seu território", apontou o Major-Brigadeiro-do-Ar Potiguara em suas palavras proferidas durante a cerimônia ao mencionar o contexto em que está inserido a unidade subordinada ao DCTA.

 

Também presente à cerimônia de passagem de direção, o Vice-Governador do Maranhão sintetizou a importância da localização estratégica do CLA. “O Maranhão é um estado tão rico, tão agraciado por Deus, que reúne condições perfeitas até mesmo para o menor consumo de combustível para o lançamento de satélites”.

 

Para o novo Diretor do CLA, o Centro tem uma grande importância no contexto das atividades espaciais e precisa estar preparado para atender as expectativas atuais e futuras. “O CLA é uma organização militar complexa e que interfaceia com diferentes atores seja na área de Defesa, Pesquisa e Desenvolvimento, Relações Internacionais e a própria área de Espaço. Nesse sentido, é importante darmos prosseguimento na melhoria constante de toda nossa infraestrutura com alta disponibilidade de todos nossos meios, bem como, o aperfeiçoamento e treinamento contínuo de todo nosso pessoal, de modo, atendermos as muitas e variadas demandas em uma escala que pode vir a se tornar global. Queremos ser uma porta da humanidade para o espaço”, concluiu o Coronel Carnevale que nos últimos dois anos ocupou o cargo de Vice-Diretor da organização militar da FAB responsável pelo lançamento e rastreio de engenhos aeroespacias.   

 

Perfil do Novo Diretor

O Coronel Aviador Marco Antônio Carnevale Coelho, nasceu em Barbacena, Minas Gerais em nove de setembro do ano de 1971. Bacharel em Administração e graduado em Ciências Aeronáuticas, formado pela Academia da Força Aérea (AFA) em 1994, atuando como piloto militar e instrutor de voo com mais de 2.000 horas de experiência.  

 

Também é graduado em Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). É especialista em Gestão Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

 

É mestre em pesquisa operacional e transporte aéreo pelo ITA, com ênfase em Infraestrutura Aeroespacial, obtida no ano de 2013.

 

Possui especialização latu sensu em Ciências Militares Aeroespaciais pela Universidade da Força Aérea (UNIFA), concluída em 2016.

 

Profissional credenciado junto ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) para atuar como agente de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos e como instrutor dos diversos cursos ministrado no âmbito do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER).

 

Exerceu as funções de Chefe de Divisão de Projetos, Planejamento e Orçamento de Obras da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) entre 2007 e 2011, atuando como gerente de projetos de Engenharia de Infraestrutura aeroportuária na região Norte/Nordeste do Brasil, sendo ainda responsável técnico na execução e gerenciamento de obras de infraestrutura aeroportuária. Foi Comandante do Corpo de Alunos do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica (CPORAER-SJ) entre 2013 e 2014. Foi chefe da Divisão de Administração e Instrutor do ITA em 2015. Nos últimos dois anos foi Vice-Diretor do CLA.

 

É casado com a senhora Telma e pais de dois filhos.

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) iniciou nesta segunda-feira (19/11), no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a  Operação MUTITI, a qual tem por objetivos principais os de lançar e rastrear o Veículo de Sondagem VS-30 V14, com a carga útil PSR-01. Esse lançamento dá continuidade ao Programa Nacional de Atividades Espacial (PNAE), em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB), sendo conduzido pelo IAE, Instituto de Aeronáutica e Espaço, do DCTA. Além de lançar e rastrear o VS-30, a Operação MUTITI objetiva  apoiar projetos de diferentes organizações de ensino, pesquisa e desenvolvimento na realização de experimentos científicos e tecnológicos, em voos suborbitais. Ainda, favorece a manutenção da operacionalidade, tanto do CLA quanto do CLBI, proporcionando treinamento às diversas equipes envolvidas, e o teste dos diferentes sistemas para operações futuras. Quanto ao CLBI, este será utilizado como estação remota, tanto para o rastreio do veículo quanto para a coleta e transmissão de dados da carga útil PSR- 01.A Operação MUTITI prevê, ainda no seu decorrer, o lançamento de um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), dotado de uma carga útil tecnológica. Este tem a finalidade complementar de treinamento operacional, verificação e aprovação de todos os meios de lançamento e de rastreio, anteriormente ao lançamento deste VS-30, o qual se mostra como o décimo quarto de sua série, fabricado para ser testado em voo. O VS-30 já foi lançado outras treze vezes, todas com pleno sucesso, tendo sido as duas primeiras no CLA, e a última em Esrange, na Suécia, em 2016.

A carga útil, denominada PRS-01, contará com cinco experimentos brasileiros, complexos e multidisciplinares, sendo dois do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), um do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e dois do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

“O lançamento do VS-30 V14, a partir do CLA, se mostra de grande importância não só para o desenvolvimento das atividades científicas e tecnológicas do país por contar com diferentes experimentos embarcados na carga-útil PRS-01, mas ainda por demonstrar a plena capacidade e potencialidade do Centro de Lançamento de Alcântara para suportar e sediar operações complexas e que requeiram infraestrutura diferenciada de acesso ao espaço.” explica o Coronel Aviador Lester de Abreu Faria. Coordenador-Geral da Operação MUTITI.

“A Operação MUTITI é a quinta operação realizada no ano de 2018 no CLA. Todos os meios operacionais foram testados e preparados para, mais uma vez, realizarmos com total segurança e sucesso o lançamento e rastreio do veiculo VS-30 V14.”, afirma o Coronel Engenheiro Luciano Valentim Rechiutti, Diretor do CLA.

.

 

Nesta sexta-feira (14), o Presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Major-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, visitou o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e ressaltou a importância do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), em termos de desenvolvimento para o país e geração de recursos. A explanação ocorreu durante apresentação do CLA a veículos de imprensa nacionais e internacionais.

Segundo a Estratégia Nacional de Defesa, a Força Aérea Brasileira (FAB) é responsável pelo desenvolvimento de projetos no Setor Aeroespacial, assim como a operação e o monitoramento de satélites. “O que propomos é um plano aeroespacial de alto nível, um programa brasileiro feito por brasileiros. Isto não é um programa de governo, mas de nação”, ressaltou o Major-Brigadeiro Aguiar.

De Acordo com o Presidente da CCISE, foi criado grupo técnico com a atribuição de tratar a viabilidade de acordos de salvaguardas tecnológicas com estados estrangeiros, como forma de potencializar as ações de fortalecimento do Programa Espacial Brasileiro. “O Brasil pretende fechar um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos que pode viabilizar  para a utilização comercial do CLA até o próximo ano. Os EUA dominam plenamente a área de espaço e queremos começar com boas parcerias”, disse.

O oficial-general ainda abordou a criação da empresa pública Alada. “A Alada destina-se a explorar atividades relacionadas ao desenvolvimento de projetos e equipamentos aeroespaciais, além da exploração econômica da infraestrutura e das navegações aeroespaciais, de forma direta e indireta”, disse.

CLA - Até hoje, ao todo, 490 veículos foram lançados pelo Centro de Lançamento de Alcântara, em um total de 101 operações. Alguns dos lançamentos são da família de foguetes suborbitais VS-30, VS-40 e VSB-30. Os veículos tiveram testes iniciais no CLA e já foram lançados em mais de 20 operações na Austrália, Noruega e Suécia, frutos de acordos de cooperação entre o Brasil e a Agência Espacial Europeia (ESA).

Segundo o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti, desde 2009, são realizadas periodicamente operações de lançamento de Foguetes de Treinamento Básico e Foguetes de Treinamento Intermediário. “Nesse período ocorreram operações em atendimento ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), como a Operação Maracati II, em 2010, a Operação Salina e Operação Iguaíba, em 2012, a Operação Raposa, em 2014, a Operação São Lourenço, em 2015, e a Operação Rio Verde, em 2016”, listou.

Ele explica que, além de testar dispositivos e equipamentos de segurança, que passam a ser incorporados aos projetos de engenhos aeroespaciais em desenvolvimento no Brasil, as operações também mantêm as equipes preparadas para operações cada vez mais complexas.

 

 

Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Cristiane dos Santos
Edição: Agência Força Aérea - Revisão: Major Alle

 

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou na tarde desta terça-feira (27/11) o lançamento de um Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), dentro das atividades da Operação Mutiti, que tem por objetivos principais os de lançar e rastrear o Veículo de Sondagem VS-30 V14, com a carga útil PSR-01.

 

O FTI foi lançado às 14h30 pelo horário local com o veículo atingindo 52 quilômetros de altitude máxima (apogeu) em 1min45s de voo. Em linha reta, o foguete percorreu 82 quilômetros de distância até a área de impacto junto ao litoral maranhense. Ao todo o FTI voou por 3min36s até atingir o local previsto no Oceano Atlântico.

“O lançamento realizado confirmou a disponibilidade dos meios de solo do Centro e o alto grau de profissionalismo de todas as equipes envolvidas com a Operação Mutiti. Esperamos com o resultado de ontem partirmos para realizar mais uma vez com sucesso o lançamento do VS-30 a partir da próxima semana”, afirmou o Diretor do CLA, Brigadeiro Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti.

O FTI é um veículo nacional fabricado pela Avibrás voltado a proporcionar treinamento operacional ao efetivo dos centros de lançamento nacionais, de forma isolada, sem participação de estação remota, visando aprimorar e manter a capacidade operacional tanto do CLA quanto do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI). Possui 5,5 metros de comprimento e meia tonelada de massa e utiliza propelente sólido. É lançado a partir de trilhos e é estabilizado aerodinamicamente por quatro empenas retas fixas. O veículo é composto de: motor-foguete, terminação de voo e carga-útil (módulo para experimentos).

Este foi 493º veículo lançado do CLA em um total de 104 operações já realizadas em Alcântara e a 15ª vez que o FTI foi lançado no CLA. Além da equipe do CLA e do IAE, participaram da operação de lançamento realizada o esquadrão Harpia (7º/8º GAv), para eventual evacuação aeromédica (EVAM), o esquadrão Netuno (3°/7º GAv), verificação de área marítima momentos antes do lançamento. A atividade também contou com o apoio da Marinha do Brasil (MB) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) que atuaram na interdição do tráfego marítimo e aéreo na região, respectivamente.       

 

Operação Mutiti

A operação dá continuidade ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), em coordenação com a Agência Espacial Brasileira (AEB), sendo conduzida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), subordinado ao DCTA. Além de lançar e rastrear o VS-30, a Operação Mutiti objetiva apoiar projetos de diferentes organizações de ensino, pesquisa e desenvolvimento na realização de experimentos científicos e tecnológicos, em voos suborbitais. Ainda, favorece a manutenção da operacionalidade, tanto do CLA quanto do CLBI, proporcionando treinamento às diversas equipes envolvidas, e o teste dos diferentes sistemas para operações futuras. Quanto ao CLBI, este será utilizado como estação remota, tanto para o rastreio do veículo quanto para a coleta e transmissão de dados da carga útil PSR- 01.

 

O lançamento deste VS-30, deverá ocorrer a partir da próxima quarta-feira (05/12) e deverá ser o 14º de sua série, fabricado para ser testado em voo. O VS-30 já foi lançado outras treze vezes, todas com pleno sucesso, tendo sido as duas primeiras no CLA, e a última em Esrange, na Suécia, em 2016.

 

A carga útil, denominada PRS-01, contará com cinco experimentos brasileiros, complexos e multidisciplinares, sendo dois do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), um do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e dois do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) realizou nesta quarta-feira (07/11) o lançamento de um Foguete de Treinamento Básico (FTB) durante a Operação Falcão III/ 2018. A atividade envolveu toda equipe operacional do Centro e teve por objetivo a preparação, lançamento e rastreio do foguete, visando o treinamento operacional do Centro e ainda, a obtenção de dados de seus instrumentos para a verificação de desempenho do veículo. A operação, iniciada na última segunda-feira (05/11), contou também com a aferição prévia dos meios de localização e rastreio do CLA, através do Exercício Ícaro III, onde foi realizado o rastreio da aeronave C-98 Caravan em apronto à operação de lançamento.

O lançamento ocorreu às 13h30 pelo horário local (14h30 HBV) e o veículo atingiu 31 quilômetros de altitude máxima em um minuto e 17 segundos. Da plataforma de lançamento no CLA até o local de impacto em mar, o FTB percorreu 11 quilômetros em linha reta. O tempo total de voo do foguete foi de 2 minutos e 44 segundos, sendo rastreado pelos radares Adour e Atlas do CLA, que realizam o acompanhamento de trajetória dos foguetes lançados. Foram coletados dados pelas três antenas de telemedidas do Centro (Stella 43, Stella Secundária e Zodiac), que fornecem informações em voo das condições dos foguetes lançados. Durante a atividade foi realizada a operação assistida com os técnicos responsáveis pela recente revitalização da Antena Stella 43, principal meio de coleta de dados via telemetria do Centro.

“Temos trabalhado intensamente para sempre manter a alta disponibilidade de todos os nossos sistemas e equipamentos, visando operações maiores e mais complexas. Nossa expectativa é que, com os resultados da operação realizada hoje, possamos seguir rumo à realização da Operação Mutiti em atendimento ao Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e à comunidade científica nacional, com o lançamento do foguete VS-30 portando experimentos científicos e tecnológicos”, explicou o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti.

O FTB foi o 492º veículo lançado do CLA, em um total de 103 operações realizadas. O lançamento anterior também foi de um FTB, ocorrido há exatamente duas semanas, como parte da Operação Falcão II/ 2018.    

 

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebeu nesta semana de 17 a 21/06 a segunda edição da reunião do Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL 2/ 2018). O GIL reúne especialistas da área espacial de diferentes organizações que compõem o Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE). Nesta segunda edição de 2018 participaram representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e do próprio CLA. Ainda durante a semana foi realizada a Reunião de Acompanhamento de Interfaces (RAI) visando a realização da Operação Mutiti, próxima operação externa a ser realizada no CLA com o lançamento de um foguete VS-30 transportando experimentos científicos e tecnológicos de centros e institutos de pesquisa nacionais.

Na GIL 2/ 2018 foram atualizadas a situação de projetos na área de espaço, tais como a Operação Mutiti, Veículos Lançadores de Satélites e projetos relacionados (VS-50, VLM-1 e VL-X), o Programa Microgravidade,  o novo Sistema de Terminação de Voo a ser instalado no CLA, os Foguetes de Treinamento e o HEXAFLY (veículo espacial hipersônico). Também foi traçado um panorama atual do Programa de Lançamentos do DCTA para este ano de 2018, o Programa de Futuros Lançamentos (2019-2020), mercado de Foguetes Suborbitais, situação dos Centros de Lançamento (CLA e CLBI), das obras no CLA com impacto em lançamentos futuros, das tratativas sobre a comercialização de lançamentos a partir do CLA. O Chefe do Subdepartamento Técnico do DCTA, Brigadeiro Engenheiro César Demétrio Santos destacou a importância do encontro. “Em um momento em que a área espacial ganha cada vez mais evidência no país, é essencial estarmos reunidos para estabelecermos estratégias e metas futuras”, explicou o Brigadeiro Demétrio.

No GIL ainda foi proposta a atualização da Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 60-1 que trata justamente sobre tal grupo, foram apresentados  os resultados do Grupo de Trabalho (GT) de normas balizadoras de processo de qualificação e certificação, além da discussão e acompanhamento de outros itens de ação, atualização e comentários sobre itens de ação datados e prioritários e foram elaboradas as conclusões e recomendações do GIL 2/ 2018. “A partir do GIL podemos trocar informações atualizadas sobre os principais projetos da área espacial em andamento, de forma a fazer um acompanhamento sistemático por parte de todos os envolvidos no setor”, destacou o Coronel Aviador Carlos Afonso Mesquista de Araujo, Presidente do GIL. Para o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Luciano Valentim Rechiuti é fundamental receber o GIL em Alcântara uma vez que a grande maioria do projetos na área espacial em desenvolvimento no Brasil invariavelmente passam por lançamentos a serem realizados em Alcântara.

O Grupo de Interfaces de Lançamento (GIL) se reúne duas vezes ao ano e é regulado pela ICA 60-1 “Grupo de Interfaces de Lançamento” que estabelece as diretrizes, participantes e objetivos a partir das reuniões realizadas, geralmente nos centros de lançamento de Alcântara, Maranhão ou da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte. A última reunião do grupo ocorreu também no CLA no último mês de maio.

Fim do conteúdo da página