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Página inicial > Últimas Notícias > AEROFAUNA reúne especialistas mundiais, em São Paulo
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Dobeer3Com o objetivo de enriquecer a discussão sobre Risco de Fauna e ampliar os conceitos de responsabilidade e métodos, aconteceu nos dias 19 e 20 de setembro, no auditório da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo (SP), a primeira edição do encontro sobre risco da fauna no Brasil, o AeroFauna.

Cerca de 300 pessoas participaram do evento, entre operadores de aeródromos, operadores de aeronaves, órgãos ambientais, universidades, centros de pesquisa, seguradoras, prefeituras e empresas de consultoria técnica. Ao longo dos dois dias de evento, palestrantes brasileiros e estrangeiros se revezaram no palco discutindo os efeitos que a presença de fauna causa na aviação civil e militar mundialmente.

Destaque para o Doutor Richard Dolbeer, especialista em risco de fauna da United States Department of Agriculture (USDA), que abordou o tema “Integrando o reporte de colisões com fauna no SMS”. Dolbeer destacou a importância do reporte de colisões envolvendo fauna e como esses reportes são utilizados para medidas de gerenciamento do risco. Além disso, o palestrante apresentou as etapas desse gerenciamento, incluindo a modificação do habitat, a captura e o abate de espécies de fauna.

DeVault2O Doutor Travis DeVault, especialista em ecologia da United States Department of Agriculture (USDA), apresentou um resumo das pesquisas científicas, realizadas nos Estados Unidos, para reduzir o risco de colisões com fauna na aviação. DeVault explicou que 1/3 da equipe está em oito pontos de monitoramento espalhados pelo país. Entre as linhas de pesquisa estão o monitoramento do movimento das aves, o comportamento das espécies, a gestão dos recursos alimentares e técnicas de dispersão, remoção e deslocamento de fauna.

O Tenente-Coronel Henrique Rubens de Oliveira, chefe da Assessoria de Gerenciamento de Risco de Fauna do CENIPA, palestrou sobre “Atuação do Operador de Aeródromo na Área de Segurança Aeroportuária (ASA)”. Na explanação, Tenente-Coronel Rubens explicou que os operadores de aeródromos devem realizar o monitoramento da ASA, para identificar as espécies problema e como elas impactam na operação das aeronaves.

“A identificação das médias de indivíduos de espécies problemas e como isso impacta na operação aérea, é o objetivo do monitoramento da Área de Segurança Aeroportuária, uma das ações mandatórias do operador de aeródromo”, afirmou Tenente-Coronel Rubens.

O Tenente Biólogo Weber Galvão Novaes, da Assessoria de Gerenciamento de Risco de Fauna do CENIPA, apresentou a palestra “Comportamento das diferentes espécies de urubus e as implicações nas medidas de gerenciamento de risco”.
“Os urubus, que parecem possuir os mesmos hábitos, apresentam, na verdade, diferentes características e comportamentos, que variam entre diferentes espécies da família Cathartidae”, explicou o Tenente Weber.

PlateiaO piloto Alvaro Bacim, que possui 22.000 horas de voo, participante do evento, disse estar grato, motivado e otimista com a iniciativa da realização do Primeiro Aerofauna. “Multidisciplinar, o evento apresentou o panorama real desse problema, o que é estudado, discutido e já implementado no Brasil e exterior. Nessa oportunidade, profissionais e entidades acreditadas informaram, alertaram e traduziram as necessidades da comunidade aeronáutica”, afirmou.

O primeiro Aerofauna foi organizado por comissão de especialistas e estudiosos sobre risco de fauna no Brasil. A iniciativa partiu da necessidade de promover a discussão mais aprofundada sobre o tema, envolvendo diversos segmentos do setor aéreo, objetivo alcançado ao longo dos dois dias. Iniciativas como essa contribuem para a elevação da segurança de voo, no Brasil e no mundo, a partir do compartilhamento e nivelamento de informações.

A comissão organizadora está trabalhando na tradução das palestras, que serão disponibilizadas na página do evento. Acompanhe: http://www.eventus.com.br/aerofauna2017

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